Veja como nova regra de estrangeiros afeta Botafogo, Fla, Flu e Vasco
O Brasileirão começa a reduzir em 2027 o limite de estrangeiros que podem ser relacionados para as partidas, até chegar ao máximo de cinco jogadores em 2030. Diante do cenário atual de grande investimento no mercado sul-americano, os clubes terão de se adaptar, em especial Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco.
Dos quatro grandes do Rio, três têm mais do que os nove jogadores estrangeiros permitidos atualmente. Somente o Tricolor está no limite.
Entretanto, se a nova regra para o Brasileirão já estivesse em vigor, apenas o Cruz-Maltino teria um problema imediato em sua equipe titular. Os outros rivais teriam mais disponibilidade de brasileiros para suprir essas vagas, apesar de também sofrerem com a lista de relacionados.
Isso fica claro com a última rodada do Brasileirão. O Flamengo e o Vasco, por exemplo, tiveram nove estrangeiros à disposição, o limite atual. Já o Fluminense, sete, e o Botafogo, seis.
Botafogo tem 12 estrangeiros
Com a chegada do técnico Tite, a hierarquia dentro do elenco ainda deve sofrer algumas alterações. Mas com base na temporada até aqui, é possível dizer que dois jogadores nascidos fora do Brasil são titulares incontestáveis, Montoro e Ferraresi, enquanto Monzón briga por vaga com Arthur Chaves.
Medina e Villalba são utilizados com frequência, enquanto Ziyech chegou para jogar no ataque, mas ainda precisa de tempo de adaptação. Esses seis nomes estariam garantidos no limite de oito estrangeiros para o Brasileirão de 2027.
Kadir é um jovem que vem ganhando chances em algumas partidas e Jordan Barrera está machucado. Já Domingos Andrade, Jhoan Hernández e Loor são pouco aproveitados e saem atrás em possível diminuição no elenco do Botafogo na próxima temporada.
Flamengo com um dilema
A diretoria rubro-negra foi um das que votou contra a nova regra e tem motivos, já que tem investido cada vez mais no mercado exterior. Com 10 estrangeiros no elenco (mais Jorginho que é ítalo-brasileiro), o técnico Leonardo Jardim costuma utilizar praticamente todos.
Três são titulares incontestáveis: Rossi, Pulgar e Arrascaeta. Já Varela se reveza com Emerson Royal, enquanto Carrascal e Gonzalo Plata disputam uma vaga no ataque e são constantemente utilizados na equipe titular, sendo que o último chegou a ser negociado mas voltou.
Os dois poderiam dar lugar a Lucas Paquetá ou Luiz Araújo, se o limite já fosse imposto em 2026. Saúl e De La Cruz são os que menos têm chance atualmente. E os recém-chegados Joaquín Freitas e Valencia ainda buscam afirmação.
Fluminense teria vida mais fácil
Com base na temporada de 2026, o elenco tricolor seria o menos prejudicado no Brasileirão. Afinal, dos nove estrangeiros, três são titulares: Millán, Canobbio e Soteldo. Serna é outro constantemente utilizado, assim como Acosta.
Castillo e Savarino, entretanto, perderam espaço depois da Copa do Mundo e têm poucas chances com Marcão. Já Freytes passou ser quarta ou quinta opção para a zaga e pode sair ao fim do ano, assim como Germán Cano, que convive há dois anos com problemas físicos e não consegue uma sequência.
Vasco em alerta
Por outro lado, o Cruz-Maltino tem o time que mais sofreria com uma redução imediata de estrangeiros. Afinal, atualmente conta com Cuesta ou Salvidia na zaga, Sosa como primeiro volante, Lescano como camisa 10 e Colidio e Andrés Gómez como destaques no ataque.
Somente com esses cinco o Vasco chegaria ao limite para o Brasileirão de 2030. Mas já terá de se desfazer de jogadores para 2027, pois tem 11 de fora do Brasil no elenco, ou seja três a mais.
Neste caso, Nuno Moreira, Marino Hinestroza e Spinelli aparecem como favoritos a deixar a SAF, diante do baixo desempenho na temporada. Rojas teve altos e baixos e perdeu espaço, enquanto Puma Rodríguez é utilizado com frequência.

