14 de julho de 2024

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O impacto de Lula e Bolsonaro nas eleições de 4 das 10 maiores cidades do RJ, segundo a Quaest

Na capital, 22% dos eleitores votaria em alguém apoiado por Bolsonaro mesmo sem conhecê-lo e 19%, em alguém apoiado por Lula. Fatias são ainda maiores em outros municípios. Peso é mais relevante se o candidato é menos conhecido, aponta Felipe Nunes, diretor da consultoria. Lula e Bolsonaro no debate das eleições de 2022

Quatro pesquisas Quaest divulgadas neste mês mostram que, em 4 das maiores cidades do Rio de Janeiro, parcelas significativas do eleitorado votaria em um candidato apoiado por Lula (PT) ou Jair Bolsonaro (PL) mesmo que não o conhecessem.

Na capital, 22% dos eleitores votariam num escolhido por Bolsonaro, mesmo sem conhecê-lo; 19%, em um indicado por Lula – como a margem de erro é de três pontos percentuais, os dois padrinhos políticos estão empatados tecnicamente.

Em Duque de Caxias, a 3ª maior cidade do estado, os percentuais são ligeiramente maiores: 29% votariam num apadrinhado de Bolsonaro, mesmo desconhecido e 24%, em um de Lula (novo empate técnico.

Em Nova Iguaçu a 4ª maior, as fatias sobem para 35% e 26%, respectivamente — na cidade, então, o ex-presidente é um padrinho mais forte que o petista — entre os 4 municípios, a cidade foi a em que Bolsonaro levou a maior vantagem sobre Lula no 2º turno eleição de 2022 (veja como foi a votação em 2022 no Rio de Janeiro, Duque de Caxias, Nova Iguaçu e Belford Roxo).

E, em Belford Roxo, 29% dos eleitores votariam em um candidato apoiado por Lula e 28%, por Bolsonaro.

 

Para Felipe Nunes, diretor da Quaest, os números mostram a influência elevada que Lula e Bolsonaro devem ter nas eleições de 2024.

“Nos Estados Unidos, é o padrão ter dois polos que polarizam a disputa e são capazes de mobilizar um percentual considerável do eleitorado. Em padrões brasileiros, parece muito, porque no caso brasileiros a gente ainda não teve vetores políticos tão fortes”, diz. “É neste cabo de guerra entre os dois lados que as candidaturas locais vão tentar se apoiar para buscarem alavancagem política.”

Impacto é maior para candidatos menos conhecidos

O apadrinhamento nacional em eleições municipais costuma beneficiar, principalmente, candidatos que são menos conhecidos do que os que possuem nomes consolidados, segundo Nunes.
É o caso do Rio de Janeiro, onde o apoio de Bolsonaro faz o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) saltar de 11% para 29%. O atual prefeito, Eduardo Paes (MDB), por outro lado, oscila de 51% sem o apoio de Lula (PT) para 47% com ele (a variação está dentro da margem de erro, que é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos).
Ramagem e Bolsonaro / Lula e Paes

“Paes é um político tradicional, conhecido e reconhecido na cidade. Padrinhos políticos não são fundamentais para políticos com essa trajetória. Ramagem, ao contrário, é um político novo, desconhecido e pouco testado. Ter o apadrinhamento de uma liderança nacional o posiciona automaticamente em um campo calcificado com um terço das preferências eleitorais. Ele se beneficia disso”, diz Felipe Nunes.

 

Em Nova Iguaçu, o apoio de Lula e do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) faz as intenções de voto do empresário e ex-vereador Tuninho da Padaria (PT) subirem de 18% para 29%, uma variação acima da margem de erro; e o apoio de Bolsonaro e do atual prefeito, Rogério Lisboa (PP), fazem o vereador Dudu Reina (PDT) sair de 13% para 38%, passando do 3º para o 2º lugar na disputa.

“As eleições municipais também são marcadas pelo apoio de lideranças locais, bem ou mal avaliadas, que podem ajudar ou atrapalhar, principalmente quando o cenário é de apresentação de novo candidato à sucessão do atual prefeito”, diz Felipe Nunes.

 

Em Duque de Caxias, onde os melhores colocados na disputa segundo a Quaest são o ex-prefeito, ex-deputado estadual e ex-vereador Zito (PV); e Netinho Reis (MDB), um integrante da família Reis, da qual fazem parte o atual prefeito, Wilson Reis, e o antecessor, Washington Reis (que saiu para assumir o cargo de secretário estadual de Transportes do RJ), os impactos dos apoios são menores.

Zito vai de 40% sem para 42% com o apoio de Lula; e Netinho, de 23% sem para 29% com o apoio de Bolsonaro e de Washington Reis (ambas variações dentro da margem de erro, que é de 3 pontos).

 

E, em Belford Roxo, o deputado estadual mais votado do RJ em 2022, Márcio Canella (União Brasil), oscila de 55% sem para 53% com o apoio de Bolsonaro.

Já o apoio de Lula tem um impacto maior na campanha de Matheus do Waguinho (Republicanos), que vai se candidatar pela primeira vez a um cargo eletivo. Com o apoio de Lula, Matheus – que é sobrinho do prefeito, Waguinho (Republicanos), vai de 27% para 36%, uma subida 1 ponto percentual acima do limite da margem de erro, que é de quatro pontos para mais ou para menos.

Pesquisa

A Quaest fez as pesquisas no mês de junho nas cidades do Rio de Janeiro, Belford Roxo, Duque de Caxias Nova Iguaçu:

Rio de Janeiro: foram ouvidos 1.145 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 13 e 16 de junho. A margem de erro estimada é de 3 pontos percentuais e o nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada junto à Justiça Eleitoral sob o número RJ-04459/2024.

Belford Roxo: foram ouvidos 614 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 14 e 15 de junho. A margem de erro estimada é de 4 pontos percentuais e o nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada junto à Justiça Eleitoral sob o número RJ-06957/2024.

Duque de Caxias: foram ouvidos 715 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 14 e 16 de junho. A margem de erro estimada é de 3 pontos percentuais e o nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada junto à Justiça Eleitoral sob o número RJ-09839/2024.

Nova Iguaçu: foram ouvidos 708 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 14 e 16 de junho. A margem de erro estimada é de 4 pontos percentuais e o nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada junto à Justiça Eleitoral sob o número RJ-08487/2024.

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