Painel Monitora RJ fortalece vigilância da malária
Oito casos de Malária foram confirmados este ano no estado do Rio de Janeiro. Todos foram “importados” de outros países, ou tiveram local provável de infecção indeterminado, após investigação epidemiológica.
Um ano após a implantação do campo dedicado à malária no Painel Monitora RJ, a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) celebra avanços importantes no monitoramento da doença e na ampliação do acesso ao diagnóstico e ao tratamento em diferentes regiões do estado. A ferramenta, lançada em maio de 2025, consolidou-se como um instrumento estratégico para a vigilância epidemiológica, reunindo informações detalhadas sobre os casos registrados e apoiando a tomada de decisões em saúde pública.
Desenvolvido para dar mais transparência e agilidade ao acompanhamento da doença, o painel permite visualizar indicadores como município de infecção, município de residência, faixa etária, sexo, espécie do parasita causador da doença e classificação dos casos. Além disso, disponibiliza orientações técnicas e documentos voltados aos profissionais de saúde e gestores municipais.
Embora o Rio de Janeiro apresente baixa circulação da malária, a vigilância permanente continua sendo fundamental. Atualmente, a transmissão local só ocorre de forma esporádica em áreas de Mata Atlântica, especialmente em municípios das regiões Serrana, Centro-Sul e Baía da Ilha Grande. Em 2026, até o momento, não foi registrado nenhum caso originário no estado do Rio de Janeiro. Os oito casos confirmados este ano são importados ou tiveram local provável de infecção indeterminado, após investigação epidemiológica.
Segundo a gerente de Zoonoses e Doenças Transmitidas por Vetores da SES-RJ, Paula Almeida, o painel tem desempenhado um papel importante na organização das ações de vigilância e assistência. “A ferramenta permite acompanhar o cenário da malária em todo o estado e fortalece a capacidade de resposta dos serviços de saúde. Além disso, auxilia no planejamento das ações de vigilância e na distribuição estratégica de insumos para diagnóstico e tratamento”, destaca.
Um dos principais avanços observados ao longo do último ano foi a descentralização do acesso aos testes rápidos e aos medicamentos utilizados no tratamento da doença. A SES-RJ estruturou polos regionais para distribuição dos insumos, permitindo que pacientes tenham acesso mais rápido ao diagnóstico e à terapia adequada, especialmente em regiões mais distantes da capital.
A medida é considerada essencial para os casos de malária importada causados pelo Plasmodium falciparum, espécie que pode provocar formas graves da doença e exige diagnóstico e tratamento precoces. Antes, a confirmação diagnóstica e a distribuição dos medicamentos dependiam de maior centralização dos serviços. Com os polos regionais, o atendimento tornou-se mais ágil e acessível.
O fortalecimento dessa rede também tem sido acompanhado por treinamentos e capacitações promovidos pela SES-RJ, junto aos municípios voltados à realização dos testes rápidos e ao manejo adequado dos pacientes.
Além de apoiar os profissionais de saúde, o Painel Monitora RJ também pode ser consultado pela população, oferecendo informações atualizadas sobre o cenário epidemiológico da malária no estado: https://monitorar.saude.rj.gov.br/
A iniciativa integra a estratégia da SES-RJ de ampliar a transparência dos dados em saúde e fortalecer a vigilância das doenças de interesse epidemiológico.

