14 de julho de 2024

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Estreia de Mano pelo Fluminense marca busca por estilo “simples” e “mais posicional”

O Fluminense mudou a sua postura e, de certo modo, voltou a ser competitivo no empate em 1 a 1 com o Internacional, nesta quinta-feira, no Maracanã, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro. E mesmo com apenas dois dias de trabalho, Mano Menezes já conseguiu impor alguma de suas ideias de jogo. Após a partida, a opinião foi dividida entre o comandante e o elenco tricolor.

Na coletiva de imprensa após o jogo, Mano Menezes gostou do que viu. Ele elogiou a pressão na saída de bola no primeiro tempo e a leitura de jogo da equipe em alguns momentos alguns momentos. Entre os elogios, destacou que houve melhora em sua série de aspectos.

— Teve pressão para recuperar a bola mais à frente, recuperou, até tivemos uma infelicidade na primeira que recuperamos o Cano chutou um toco, popularmente falando, fez a gente pensar que iria perdê-lo cedo no jogo. Depois tivemos bola no poste em uma recuperação. A equipe foi tendo a postura que a gente quer dela. A gente não vai fazer durante 90 minutos. Ninguém faz. Na segunda parte, perde um pouco dessa capacidade, fisicamente falando, e do outro lado o adversário enxerga, tem gente competente — iniciou Mano.

— Entra um pouco de leitura do jogo, de momento de alguns atletas, que às vezes entram e não estão conseguindo responder. Não é fácil entrar em um jogo de alta rotação. Outra é a leitura de um jogo grande. Você tem seus momentos, e o adversário tem os dele. Melhoramos em alguns aspectos, sofremos no meio-campo um pouco, levamos a bola por dentro no gol que sofremos. O time estava mais acostumado a fazer perseguições, o que abre espaço para um time de qualidade. Tem que esperar chegar a bola na beirada. Não se pressiona de qualquer jeito times de qualidade do futebol brasileiro – completou.

Por outro lado, o treinador admite que quer uma equipe “mais posicional” do que a que foi com Fernando Diniz. Ele admite que, devido ao longo tempo de trabalho com o antigo comandante, será preciso um maior esforço para tirar um pouco desta ideia da cabeça dos jogadores.

— O que mais vou trabalhar e acredito que ainda vai demorar é que nosso time não estava acostumado a jogar um futebol um pouco mais posicional. E um time que não está acostumado quer vir de encontro à bola. No futebol de hoje, pelo menos a grande maioria, trabalha atrás das linhas de marcação e faz a bola chegar nos lugares importantes. Isso vai dar mais trabalho porque é muito tempo trabalhando com a aproximação e toques curtos. A equipe evoluiu assim e depois parou. Talvez por isso o trabalho foi interrompido. Eu penso futebol diferente como a maioria. Por exemplo, às vezes você facilita a marcação indo de encontro a bola. Quando o adversário te pressiona e você vai, você traz consigo um jogador que vai apertar e roubar. No segundo tempo, cometemos 7 vezes o mesmo equívoco de buscar a bola próximo. Tem que ter calma para levar a bola lá, com qualidade para fazer mais jogadas de gol, concluir mais. Isso vai fazer a gente mesmo errando alguns, fazer mais gols e levar a gente à vitória.

Por fim, o lateral-esquerdo Diogo Barbosa falou após a partida e também citou as mudanças de Mano Menezes. Para ele, um futebol “mais simples” pode ajudar o Fluminense a fugir da zona de rebaixamento.

— Mano teve pouco tempo de trabalho .É difícil implementar uma forma de jogar. Ele fez ajustes pra gente jogar mais simples. A gente está num momento delicado. A simplicidade vai fazer um efeito. De acordo com os dias de trabalho, vamos ter mais a cara do Mano Menezes. Conheço bem ele, já trabalhei com ele duas vezes. Tenho certeza que a gente vai conseguir sair dessa situação.

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