Projetos UÇÁ e Do Mangue ao Mar promovem formação em Ciência Cidadã em Magé

Aproximar os jovens do saber e fazer científico, instigando-os a adquirir um olhar mais atento para o entorno e para a natureza é o objetivo da formação gratuita em Ciência Cidadã que ocorrerá no dia 7 de junho, na Associação Luthando Pela Vida, em Magé. A iniciativa é uma realização conjunta entre os projetos UÇÁ e Do Mangue ao Mar — ambos realizados pela ONG Guardiões do Mar, com o patrocínio da Petrobras e em convênio com a Transpetro, respectivamente — e a Rede de Conservação Águas da Guanabara (REDAGUA). Voltada para os jovens do Ecoclube Base Guanabara, a formação conta ainda com 10 vagas disponíveis para moradores do município, de 15 a 29 anos. A ação celebra a Semana do Meio Ambiente e do Oceano.

Por meio de formações em Ciência Cidadã, os interessados podem passar a contribuir com pesquisas, mesmo não sendo um cientista ou pesquisador. Iniciativas nesse âmbito potencializam a atuação e resultados mediante a participação voluntária do público em etapas como a coleta de dados, análise de resultados e a própria escrita de relatórios e artigos científicos.

A formação para jovens de Magé, que vai possibilitar aos participantes conhecerem mais sobre uma Unidade de Conservação Costeira, será dividida em teoria e prática, com três horas de duração, no período da tarde. Serão fornecidas as bases da Ciência Cidadã, bem como instruções sobre o uso do aplicativo iNaturalist, com a proposta de aguçar a curiosidade e a participação nos diversos níveis em projetos nesse âmbito.

Esperamos sensibilizar e despertar o interesse dos jovens participantes para a colaboração com a ciência, por meio da participação voluntária em projetos. Desejamos também contribuir para a valorização de pesquisas científicas e para o exercício de um olhar mais atento ao que podemos encontrar na natureza”, explica a coordenadora de Educação Ambiental do Projeto UÇÁ, Larissa Paiva.

“Dentre as diversas atividades desenvolvidas com jovens, a Ciência Cidadã tem se mostrado uma excelente ferramenta para coleta e disseminação de informações, além de despertar o interesse, nos mais variados públicos, sobre biodiversidade e outras temáticas socioambientais. Essa abordagem tem sido adotada globalmente e oferece oportunidades valiosas para os cidadãos contribuírem com a ciência, que deve sustentar a gestão e proteção de áreas naturais. Por isso, nós do Projeto Do Mangue ao Mar, estamos muito contentes em proporcionar, junto com o Projeto UÇÁ e a REDAGUA, essa formação aos ecoclubinos e outros jovens do município”, conta a coordenadora de Educação Ambiental do Projeto Do Mangue ao Mar, Andie Märal.

Os jovens interessados podem se inscrever por meio das redes sociais: @mangueaomar ou @projetouca

 

Sobre a Guardiões do Mar

A ONG Guardiões do Mar há 26 anos produz e apoia a ciência, promovendo o protagonismo juvenil e mobilizando comunidades para a conservação e/ou restauração de ecossistemas costeiros, em especial no combate ao lixo no mangue e no mar. Siga as redes da @guardioesmar e do @mangueaomar e apoie o futuro dos manguezais brasileiros. Eles são importantes aliados no combate a emergências climáticas, além de oferecerem serviços ecossistêmicos que fomentam a socioeconomia e sociobiodiversidade local.


Sobre a Rede de Conservação Águas da Guanabara (REDAGUA)

A REDAGUA é um esforço conjunto que reúne quatro projetos patrocinados pela Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental — Coral Vivo, Guapiaçu, Meros do Brasil e UÇÁ. Seu objetivo principal é impulsionar resultados para alcançar melhorias significativas na sociobiodiversidade da região da Baía de Guanabara.

As ações da REDAGUA conectam os diferentes ambientes de atuação dos projetos que a integram. Na porção leste da Baía de Guanabara, o Projeto Guapiaçu desempenha um papel crucial no fortalecimento do ecossistema da bacia hidrográfica Guapi-Macacu. Através de atividades de restauração ecológica, educação ambiental, monitoramento da biodiversidade e reintrodução de fauna, o projeto promove a recuperação ambiental da região. No fundo da Baía, também em sua região leste, o Projeto UÇÁ se destaca na conservação dos manguezais, essenciais para o equilíbrio ecológico da área. Além disso, dissemina conhecimentos fundamentais sobre os ambientes costeiros marinhos, promovendo a conscientização e a preservação desses habitats vitais.

O Projeto Meros do Brasil concentra seus esforços na preservação e recuperação dos meros (Epinephelus itajara), uma espécie ameaçada por capturas ilegais. Esses peixes têm sua fase inicial de vida nos manguezais da Baía e nas áreas de foz de seus rios, destacando a importância da integração entre conservação marinha e costeira. Completando o time, o Projeto Coral Vivo traz à população o conhecimento sobre os diversos e frágeis ambientes coralíneos. Focando nas áreas insulares do entorno da Baía, o projeto contribui para a implementação do Plano de Ação Nacional para Conservação dos Ambientes Coralíneos (PAN Corais), promovendo a proteção e a valorização desses ecossistemas únicos.

Por meio de diversas ações coordenadas e integradas, os projetos da REDAGUA demonstram que a Baía de Guanabara continua viva e resiliente, mostrando o potencial de recuperação e conservação dessa importante região costeira.


Sobre a Transpetro 

Operando 48 terminais (27 aquaviários e 21 terrestres), cerca de 8,5 mil quilômetros de dutos e 35 navios, a Transpetro é a maior subsidiária da Petrobras. A empresa é a maior companhia de logística multimodal de petróleo e derivados da América Latina.

A Transpetro presta serviços a distribuidoras, à indústria petroquímica e demais empresas do setor de óleo e gás. A carteira da subsidiária da Petrobras conta com mais de 160 clientes.

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