Preços dos combustíveis têm queda, e inflação de maio é menor que a de abril
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de maio foi de 0,58%, 0,09 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa de 0,67% registrada em abril.
No ano, o IPCA acumula alta de 3,20% e, nos últimos doze meses, o índice ficou em 4,72%, acima dos 4,39% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em maio de 2025, a variação havia sido de 0,26%. Os resultados da inflação oficial do país foram divulgados, nesta sexta-feira (12/6), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Um dos destaques do período foram os combustíveis. O grupo Transportes teve queda de 0,46% no mês, reflexo do recuo nos combustíveis (-1,95%), com o etanol saindo de 0,62% em abril para -6,20% em maio, o óleo diesel de 4,46% para -2,34% e a gasolina, subitem com o maior impacto negativo no resultado do mês (-0,08 p.p.), de 1,86% para -1,46%. Já o gás veicular fez o movimento inverso, com alta de 5,81% em maio após o recuo de 1,24% em abril.
Os números refletem ações que o Governo do Brasil tomou para impedir que o conflito no Oriente Médio impacte de modo negativo a vida dos brasileiros. O conflito tem gerado forte instabilidade no cenário internacional e elevado o preço dos combustíveis em todo o mundo. Entre as medidas já adotadas para frear os efeitos da guerra estão a subvenção do ICMS na importação do diesel, ação pactuada com as unidades da Federação, e a retirada do tributo federal do Querosene de Aviação (QAV).
Alimentos
Com taxa de 1,33% e 0,29 p.p. de impacto, o grupo alimentos e bebidas respondeu metade do resultado do mês, seguido dos grupos habitação com 1,22% de variação e 0,18 p.p. de impacto e saúde e cuidados pessoais, cuja alta foi de 0,90% e o impacto de 0,12 p.p. O subitem com maior impacto individual (0,15 p.p.) foi energia elétrica residencial, que subiu 3,67%.
Em maio, a alimentação no domicílio registrou variação de 1,65%, com influência das altas da batata-inglesa (44,69%), do tomate (20,62%), da cebola (16,80%), e das carnes (1,39%).
O grupo Habitação acelerou de abril (0,63%) para maio (1,22%) sob influência do subitem energia elétrica residencial que subiu 3,67% e foi o principal impacto individual no resultado do mês (0,15 p.p.). “A alta se deu pela combinação de reajustes em algumas áreas e a vigência, no mês de maio, da bandeira tarifária amarela, com acréscimo na conta de luz de R$ 1,885 a cada 100 kwh consumidos”, explicou o gerente do IPCA, José Fernando Gonçalves.
Os reajustes incorporados foram os seguintes: 5,91% em Aracaju (7,37%), 5,59% em Fortaleza (6,94%) e 4,78% em Salvador (6,73%), os três com vigência desde 22 de abril; 12,36% em Campo Grande (13,56%) a partir de 24 de abril; 3,86% em Recife (8,84%) vigente desde 29 de abril e 5,21% em Belo Horizonte (2,27%), a partir de 28 de maio.
Em Saúde e cuidados pessoais (0,90%) sobressaem as altas dos artigos de higiene pessoal (1,95%), com destaque para o perfume (4,42%), e do plano de saúde, com variação de 0,50%.
Quanto aos indices regionais, as maiores variações foram registradas em Aracaju e Campo Grande com 1,31%, em ambas, por influência das altas da energia elétrica residencial (7,37% e 13,56%) e do tomate (32,75% e 22,61%), respectivamente. A menor variação ocorreu em Curitiba (0,29%), por conta do recuo do emplacamento e licença (-4,83%) e da gasolina (-2,49%).
INPC
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC teve alta de 0,65% em maio, 0,16 p.p. abaixo do resultado observado em abril (0,81%). No ano, o INPC acumula alta de 3,36% e, na ótica dos últimos 12 meses, o índice ficou em 4,42%, acima dos 4,11% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em maio de 2025, a taxa foi de 0,35%.
Os produtos alimentícios saíram de 1,37% em abril para 1,33% em maio. A variação dos não alimentícios passou de 0,63% em abril para 0,43% em maio.
Quanto aos índices regionais, a maior variação ocorreu em Campo Grande (1,49%), influenciada pela alta da energia elétrica residencial (13,30%) e das carnes (2,61%). A menor variação ocorreu em Vitória (0,34%), por conta do recuo da camisa/camiseta masculina (-3,28%) e do automóvel usado (-2,04%).
O IPCA abrange as famílias com rendimentos de 1 a 40 salários mínimos, enquanto o INPC, as famílias com rendimentos de 1 a 5 salários mínimos, residentes nas regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, além do Distrito Federal e dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju. Acesse os dados no Sidra. O próximo resultado do IPCA, referente a abril, será divulgado em 10 de julho.

