Moradores do Morro São João vivem momentos de tensão com tiroteios
Moradores da comunidade São João, no Engenho Novo, na Zona Norte, viveram momentos de tensão, nesta terça-feira (15), devido a intensos tiroteios. Uma casa foi atingida por diversos disparos. Equipes das polícias Civil e Militar atuaram na localidade.
De acordo com a Polícia Civil, agentes da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) estavam em diligências na região quando foram encurralados por criminosos. Policiais que faziam operação no Complexo do Lins se dirigiram à localidade para prestar apoio.
Segundo a Polícia Militar, criminosos também atacaram equipes da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) São João, que patrulhavam a Rua Abatira, um dos acessos à comunidade. Durante os trabalhos, houve registros de intensos tiroteios. Assista:
Na Rua Abatira, um casa foi atingida por diversos disparos. Ao O DIA, a moradora relatou os momentos de terror.
“Não sei de onde veio. Só sei que fiquei apavorada. Só escutei o barulho forte na minha porta e na minha janela. Estou em estado de choque, muito nervosa. Eu só ganho R$ 600, não tenho dinheiro para comprar uma porta. Vou ter que chamar o pedreiro porque o teto está todo furado. Vai chover lá nos quartos em cima. Não tem quatro meses que chamei o pedreiro endireitou o telhado”, comentou.
Operação contra roubos de veículos
Nesta terça-feira (15), a Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA) realizou uma operação para prender integrantes do Comando Vermelho envolvidos em roubos de veículos. Equipes foram às ruas para cumprir 16 mandados de prisão – sendo quatro contra encarcerados – e 17 de busca e apreensão, no Complexo do Lins e no Grande Méier.
Além dos mandados contra pessoas já custodiadas, três homens foram presos, sendo dois em flagrante. Um dos detidos é Victor Hugo Martins Rocha, conhecido como Puma. De acordo com a Polícia Civil, ele era um dos responsáveis por receber os veículos roubados e enviar para outros estados.
“A gente começou as investigações e conseguiu entender o modus operandi desse grupo que praticava roubos, subtraía telefones e outros pertences das vítimas, obrigando-as a dar a senha. Assim, faziam transferências financeiras. Além do lucro que obtinham através do roubo desses automóveis, fazendo adulteração e revendendo, eles conseguiam disseminar esses valores em diversas contas de ‘laranjas'”, explicou a delegada Luciana Ribeiro.
Na operação, os policiais buscaram apreender armas, munições, aparelhos eletrônicos, documentos, cartões bancários, veículos, peças e componentes automotivos, além de outros materiais que possam contribuir para o esclarecimento dos crimes e para a identificação da atuação individual dos alvos.

