Mais de 21 mil doses da vacina contra a Influenza foram aplicadas em abrigos nos abrigos do Rio Grande do Sul

oram aplicadas 21.391 doses da vacina contra a Influenza nos abrigos do Rio Grande do Sul, até a última quarta-feira (22). As informações são do Centro de Operação de Emergências (COE-RS). Em decorrência das fortes chuvas que atingiram o estado nas últimas semanas, cerca de 68,3 mil pessoas estão desabrigadas, segundo a Defesa Civil estadual. Para reduzir a ocorrência de casos de gripe devido às aglomerações nos locais, o Ministério da Saúde recomendou a vacinação como estratégia prioritária.

O diretor do Departamento de Emergências em Saúde Pública (DEMSP) do Ministério, Márcio Garcia, explica que os cuidados também devem ser voltados para as pessoas que não estão em abrigos. “Doenças de transmissão respiratória são agravadas em ambientes fechados e com maior número de pessoas. Mesmo aquelas que estão em casa podem adoecer, mas temos um cuidado especial com as que estão abrigadas”, pontua.

O Ministério da Saúde, em colaboração com a Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul, os conselhos de Secretarias Municipais de Saúde do Rio Grande do Sul (Cosems/RS), Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e Nacional de Secretários de Saúde (Conass), recomendou a priorização da vacinação de forma temporária, segundo nota técnica conjunta. A estratégia se estenderá durante o período de calamidade no estado e a campanha é voltada para a população que está em abrigos temporários, profissionais, socorristas e voluntários.

A vacinação prioritária acontece nos pontos de socorro às vítimas das enchentes, hospitais de campanha e unidades de saúde municipais, assim como nas salas de vacina reestabelecidas. Pessoas desalojadas e afetadas pelo desastre, caso necessário, também podem buscar as unidades de saúde mais próximas para a imunização.

Casos de doenças respiratórias, diarreias, leptospirose e hepatite A estão sendo monitorados, por isso o foco é minimizar o risco de ocorrência de doenças e agravos imunopreveníveis. Além da vacina contra a Influenza, também foram realizadas imunizações contra a covid-19, raiva humana, hepatite A e as de componente tetânico (dupla adulto (dT), Penta (DTP/Hib/HB), DTP e dTpa).

Um total de 381.731 doses foram aplicadas até o momento, no estado do Rio Grande do Sul.

 

Imunização

As estratégias de vacinação no Brasil, a inclusão de novas vacinas no Programa Nacional de Imunizações (PNI) e o estabelecimento de grupos populacionais a serem cobertos pela vacinação são de responsabilidade do Ministério da Saúde. Essas decisões são respaldadas em bases técnicas, científicas e logísticas, evidências epidemiológicas, eficácia e segurança do produto, somados à garantia da sustentabilidade do método adotado.

“O DPNI ampliou a vacinação contra a covid-19 para toda população e abrimos a vacinação para aqueles que possuem esquema vacinal incompleto. Também adotamos a vacinação contra o tétano para pessoas que têm ferimentos decorrentes das ações de resgate ou atividades relacionadas à calamidade”, ressaltou o diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações (DPNI), Eder Gatti.

 

Testes

Até o momento, o ministério enviou mais de 75 mil testes para o território gaúcho, sendo 3.029 testes rápidos para detectar a covid-19. Além disso, foram encaminhadas 190,4 mil doses vacinas contra a covid-19, 400 mil contra a Influenza, 325 mil com componente tetânico, 22 mil da Hepatite A e 18 mil contra a raiva humana. Um novo pedido emergencial de 20 mil doses da vacina varicela foi feito e autorizado.

Recomendação por vacina

  • Influenza: abrigados, socorristas, profissionais, voluntários e população em geral, acima de 6 meses.
  • Covid-19: abrigados, socorristas, profissionais, voluntários e população em geral, acima de 6 meses.

Conforme calendário nacional de vacinação e, excepcionalmente, estão incluídos como grupos prioritários aqueles que se encontram em abrigos e socorristas profissionais e voluntários.

Componente antitetânico: socorristas, população com ferimento, gestantes.

  • Hepatite A: crianças de 1 ano a menos de 5 anos, condições especiais e gestantes em abrigos.

É recomendado o bloqueio vacinal- forma de contenção que usa a vacina em uma região para que a doença não avance para outra – em caso de surto para maiores de 10 anos (dois casos confirmados laboratorialmente no mesmo abrigo). 

  • Raiva humana: pré-exposição para grupos de risco de exposição ocupacional ou pós-exposição para os acidentados com animais.

 

Registros

O Ministério da Saúde reforça que é fundamental que o município divulgue de forma constante e objetiva quais unidades estão em funcionamento e quais vacinando. Na impossibilidade de registro das aplicações em um sistema de informação, a Coleta de Dados Simplificada (CDS) deve ser utilizada. O uso da CDS é indicado para estabelecimentos de saúde que não possuem conexão de internet nem computadores suficientes para os profissionais vacinadores.

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