Macaé: Projeto de pesquisa busca estratégias de combate ao Aedes

A Secretaria de Saúde de Macaé, por meio da Coordenadoria de Vigilância Ambiental em Saúde (Cevas), em parceria com o Laboratório de Meteorologia (LAMET) da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF), deu início nesta semana ao Projeto Arboclima, que visa estratégias de controle e vigilância dos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus.

A iniciativa, que é um projeto de pesquisa/extensão, consiste na instalação de estações meteorológicas e armadilhas do tipo ovitrampa para investigação da fauna de mosquitos urbanos. As estações meteorológicas estão sendo instaladas nos bairros onde apresentaram índice alto de infestação para Aedes aegypti, durante o último Levantamento Rápido de Índices para Aedes Aegypti (LIRAa).

Nesta quarta, uma estação foi instalada na Escola Municipal Zelita Rocha, no Parque Aeroporto. De acordo com o agente de endemia da Cevas, aluno de doutorado da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e integrante do projeto, Willian Rodrigues Marinho, a partir do ponto onde a estação meteorológica é instalada, a equipe também faz colocação das armadilhas, tipo ovitrampa, no local e a 800 metros da base numa abrangência de 360º, em todos os sentidos.

“As armadilhas consistem num vaso de planta com duas palhetas de alcatex. Após uma semana da instalação, as paletas são recolhidas e levadas para o laboratório. Os ovos aderidos na mesma serão colocados para eclodir e posteriormente os insetos serão avaliados para saber a espécie”, disse.

Ele explica ainda que, a partir dos resultados, a equipe conseguirá ter uma visão de como anda a distribuição destes insetos pelo município, como estão se comportando a partir das variações microclimáticas, como vento, temperatura, precipitação.

O gerente da Cevas, Luan Campos, relata que, a partir dessas informações consolidadas, será possível desenvolver estratégias que possam reduzir a incidência dos mosquitos nestes locais. “Estamos investindo em parcerias com instituições de referência científica de nosso Estado para que possamos entregar ações cada vez mais assertivas e eficazes para a nossa população. Através desta relevante pesquisa enxergamos melhor a forma de distribuição dos mosquitos nas áreas do município, isso garante que nossas estratégias de controle desses vetores sejam assertivas, indicando os bairros que precisam de priorizarmos visitas domiciliares, pulverização com veículo fumacê e outras ações de campo para reduzir a incidência dos mosquitos nesses locais. As armadilhas são sentinelas, trabalham diuturnamente, de forma complementar aos nossos Agentes de Endemias, isso amplia nossa capacidade de trabalho e nos oferece diretrizes importantes”.
Além do trabalho de pesquisa, as estações meteorológicas também poderão ser usadas no desenvolvimento de ações nas escolas como nas aulas de matemática, ciência, português, entre outros.

Foram instaladas as armadilhas nos bairros Aroeira, Imbetiba, Cajueiros, Lagomar e Aeroporto. Nesta quinta (06), o trabalho segue em Imboassica, Lagoa e Granja dos Cavaleiros.

O projeto Arboclima tem como orientadora a professora doutora, Maria Gertrudes Alvarez Justi, da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF). Integram ao projeto as alunas de Iniciação Científica da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) Thalyta Siqueira da Costa Barreto, Tamiles Ferreira de Souza e Marcele Helena Pacheco de Siqueira; o aluno de doutorado da UFRJ, William Rodrigues da Costa Marinho; a aluna de doutorado da Fiocruz, Claulimara Lopes Moreira; e o professor da UENF, Alfredo Silveira da Silva.

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