7 de julho de 2026
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Júri de acusado pela morte do ator Jeff Machado começa nesta quarta

O julgamento de Jeander Vinicius Da Silva Braga, acusado pela morte do ator Jeff Machado, começa nesta quarta-feira (8), às 11h, no I Tribunal do Júri, no Centro do Rio, três anos após o crime. Na ocasião, o corpo do artista foi encontrado com sinais de violência enterrado dentro de um baú a dois metros de profundidade e coberto de concreto.

Jeander é réu por homicídio triplamente qualificado por motivo fútil, asfixia e por impossibilidade de defesa da vítima; ocultação de cadáver e maus-tratos a animais. Ele está preso desde 2 de junho do mesmo ano, em Santíssimo, na Zona Oeste, quando acabou detido em uma ação da Delegacia de Descoberta de Paradeiros.

Outro acusado, Bruno de Souza Rodrigues, irá a júri popular em audiência prevista para ser realizada no dia 10 de dezembro, já que o processo foi desmembrado. Ele também segue preso desde o dia 15 do mesmo mês, depois que a Polícia Militar o encontrou em um hostel no Morro do Vidigal, Zona Sul, em uma operação conjunta com a Polícia Civil.

Relembre o caso

O ator foi morto em 23 de janeiro de 2023 e, no dia 27 seguinte, familiares registraram seu desaparecimento, depois de estranharem a falta de informações e contatos feitos por ele. A Polícia Civil conseguiu identificar a participação de Bruno e Jeander no crime e, junto com o MPRJ representaram pelas prisões, que foram decretadas pela Justiça do Rio e cumpridas em junho.

O inquérito apontou que Bruno dizia ser produtor de uma emissora de televisão e prometeu um papel em uma novela para Jeff, que pagou R$ 25 mil para conseguir a vaga. O ator percebeu que estava sendo enganado e, por não conseguir mais manter a farsa, o acusado decidiu matá-lo.
Segundo a Polícia Civil, a vítima chegou a ser estrangulada com um fio de telefone, após ser dopada e asfixiada. O corpo foi transportado por Jeander para uma casa em Campo Grande, alugada por Bruno em dezembro de 2022, exclusivamente para ocultar o cadáver da vítima.

Jeander também foi o responsável por abrir o buraco onde o baú com o cadáver foi enterrado. Para encobrir o assassinato, Bruno usou o celular do artista e se passou por ele para manter contato com a mãe e amigos, além de ter feito publicações falsas em suas redes sociais.

Após o assassinato, os oito cachorros de Jeff foram levados para um centro espírita, no bairro Palmares, em Santa Cruz, na Zona Oeste, onde ficaram em condições de maus-tratos físicos e psicológicos. Depois, os animais foram abandonados na rua, o que despertou atenção dos parentes e amigos da vítima.

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