28 de agosto de 2026
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Exportações de grãos crescem e fretes oscilam nos principais corredores logísticos do país

As exportações de milho e soja cresceram no acumulado até julho de 2026, com escoamento aquecido pelos portos do Arco Norte. No comparativo anual, os envios do cereal ao exterior atingiram 9,8 milhões de toneladas, com incremento de 10,53% em relação ao mesmo período de 2025. Para a oleaginosa, nos primeiros sete meses do ano foram exportadas 82,9 milhões de toneladas, o que representa 7,8% a mais do que o acumulado no ciclo anterior. Em perspectiva estadual, Mato Grosso (MT) foi o responsável pelo maior volume da produção destinada ao comércio externo das duas commodities, como mostra o Boletim Logístico divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta sexta-feira (28).

Principal produtor de grãos do país, o estado mato-grossense apresentou declínio nas cotações dos fretes rodoviários na maioria das rotas pesquisadas pela Companhia no mês de julho. Após período de aumento no fluxo entre março e abril, influenciado pela safra da soja, os valores praticados apresentaram redução percentual em 18 das 25 rotas, oscilando entre queda de até 11% e aumento de até 4% em comparação a junho. De acordo com a avaliação da Conab, apesar do movimento descendente observado, a base de referência parte de um patamar elevado, que leva em conta a dinâmica da produção de grãos na safra 2025/26. Além disso, a ascensão do consumo interno de milho e a ampliação da malha ferroviária em MT também interferem na conjuntura.

Em Mato Grosso do Sul (MS), os fretes recuaram mensalmente em diversas praças. Entretanto, a correlação mostra crescimento na variação anual, com incremento nas cotações de 15 das 17 rotas pesquisadas. Para o escoamento do milho, o fluxo rodoviário de média e longa distância para suprimento da nutrição animal e abastecimento de indústrias locais de bioenergia e cooperativas agroindustriais mobilizou o mês de julho. Em Goiás (GO), o panorama logístico demonstrou declínio nos percentuais mensal e anual na maior parte das rotas. As condições climáticas influenciaram o progresso da colheita do milho segunda safra, com avanço heterogêneo entre as regiões do estado. Ainda na região Centro-Oeste, todas as rotas com origem no Distrito Federal (DF) mostraram variação positiva em termos percentuais mensal e anual. Os patamares elevados em julho refletem o avanço da colheita do milho segunda safra e os custos operacionais. Em relação ao mesmo período de 2025, as contações cresceram entre 9% e 32%.

Nas praças baianas, os fretes registraram queda de até 8% no último mês, ficando mais baratos na maioria das rotas, resultado da diminuição dos estoques de soja, comum para o período, e da queda dos preços de alguns produtos, como o milho. No entanto, o panorama anual mostra valores pressionados e até 16% superiores para alguns destinos. No Maranhão (MA), o pico de escoamento da soja e do milho nos meses anteriores reduziu a demanda de movimentação de carga agrícola, levando à diminuição dos fretes. Nas rotas piauienses, os fretes agrícolas oscilaram entre queda de 12% e aumento de 9%, com predominante redução em julho, decorrente da entressafra e de outros fatores sazonais.

Nos corredores logísticos do Paraná (PR), o fluxo de julho foi aquecido pelo milho segunda safra. Na rota entre Campo Mourão e o porto de Paranaguá, as cotações cresceram cerca de 40%, também impulsionadas pelas exportações de soja. Já na região Sudeste, as rotas paulistas com destino ao porto de Santos recuaram.

Exportações – O escoamento de milho pelos portos do Arco Norte de janeiro a julho de 2026 representou 46,12% do total enviado ao exterior. No mesmo período, o centro de distribuição concentrou 39,03% das exportações de soja e 12,28% das de farelo de soja. O porto de Santos foi o segundo principal polo de escoamento das duas commodities, totalizando 22,27% dos embarques de milho e 35,74% dos de soja. Já para o farelo de soja, 43,79% dos embarques foram realizados pelo entreposto do litoral paulista.

Importações – As importações de fertilizantes acumuladas até julho de 2026 atingiram 22,4 milhões de toneladas. O valor é aproximadamente 7,48% inferior ao verificado no mesmo período de 2025.

Movimentação de estoques da Conab – O Boletim também apresenta o balanço dos avisos de frete negociados pela Companhia no mês de julho. As contratações negociadas ao longo do ano para transporte de milho estão detalhadas no documento.

A pesquisa analisou as principais rotas de escoamento de grãos do país, abrangendo dez estados. As informações completas estão disponíveis no Boletim Logístico – Agosto/2026 .

 

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