Estudante estrangeira não sofreu estupro coletivo em boate, diz polícia

A Polícia Civil concluiu, na quinta-feira (11), após 11 dias de investigação, que não houve estupro coletivo no caso da turista uruguaia de 25 anos em uma boate na Lapa, região central do Rio. De acordo com a conclusão do inquérito, o exame de corpo de delito e demais provas coletadas apontaram apenas para um autor no crime.

O jovem, com quem a turista disse ter tido relações, foi indiciado pelo crime de estupro de vulnerável, uma vez constatado que a vítima estava sob o efeito de drogas. A relação aconteceu em um espaço chamado de “dark room” (quarto escuro) na casa de eventos. O caso aconteceu no dia 31 de março, mas a vítima registrou a queixa no dia 2 deste mês.

Segundo o relatório da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) do Centro, foram ouvidas testemunhas e colhidas imagens, além do exame de corpo de delito que constataram o ato praticado apenas por um autor.

Em seu depoimento, a jovem havia afirmado que não sabia precisar o número de homens que teriam participado do abuso, mas suspeitava que todos fossem amigos do jovem com quem deixou a pista de dança rumo ao dark room.

A estudante também relatou que chegou a perder a consciência e que não sabe se algo foi adicionado à sua bebida e que a festa tinha bebida liberada. Ao recuperar a consciência, ela disse que procurou uma amiga e quis chamar a polícia, mas não foi devidamente atendida. Ela contou que funcionários da boate, inclusive seguranças, tentaram dissuadi-la de ir à delegacia. A amiga confirmou a versão da estudante.

O caso aconteceu na boate Portal Club, na Rua do Lavradio, ao lado Delegacia da Criança e do Adolescente vítima (DCAV) e da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) e a 600 metros da Deam, que investiga o caso.

A respeito do registro de um caso de estupro em um casa noturna da Lapa, a Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) do Centro do Rio informa que o inquérito foi concluído, sob sigilo. A investigação foi encerrada após 11 dias, em que testemunhas foram ouvidas e imagens e laudos técnicos foram analisados. O exame de corpo de delito confirmou ato libidinoso e as oitivas apontaram que houve apenas um autor do crime. Desta forma, o relatório foi enviado ao Ministério Público, com o indiciamento do homem pelo crime de estupro de vulnerável. A autoridade policial representou pela prisão do autor.

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