Brasil vai enviar cerca de 250 atletas a maior competição paralímpica mundial

Brasileiros disputarão 22 modalidades paradesportivas durante 12 dias de competição em Paris e outras localidades francesas

Faltam menos de 100 dias para o início da maior competição paradesportiva de pessoas com deficiência, a 17ª edição dos Jogos Paralímpicos Paris 2024. O espetáculo mundial deve reunir cerca de 4,4 mil atletas, que vão disputar 22 modalidades esportivas de 28 de agosto a 8 de setembro.

Com entusiasmo, o ministro do Esporte, André Fufuca, destacou a gestão do maior programa esportivo de distribuição de renda do mundo, o Bolsa Atleta, que beneficia grande parte dos atletas que estará competindo em Paris. “Junto com o Comitê Paralímpico Brasileiro [CPB], estamos trabalhando cada vez mais para o desenvolvimento dos nossos atletas paralímpicos. Com empenho e muito esforço, o Brasil tem ampliado significativamente os resultados positivos nas competições internacionais nos últimos ciclos paralímpicos”, afirmou Fufuca.

“Estamos confiantes no nosso trabalho e na dedicação dos atletas, que resultará não apenas na quebra de recordes de medalhas, mas também no surgimento de novos ídolos do esporte paralímpico, que vão inspirar futuras gerações de atletas. A expectativa para Paris é alta, e acreditamos que nossos atletas estão prontos para mostrar ao mundo a força e a determinação do paradesporto brasileiro, elevando ainda mais o nome do Brasil no cenário internacional”, disse o secretário nacional de Paradesporto do MEsp, Fábio Araújo.

Segundo informações do CPB, a expectativa é que cerca de 250 atletas serão convocados para os Jogos de Paris. No momento, a delegação brasileira já assegurou a participação de 163 esportistas nas seguintes modalidades: 37 no atletismo, três no badminton, 37 na natação, 24 no vôlei sentado (masculino e feminino), 12 no goalball (masculino e feminino), oito no futebol de cegos, dois no ciclismo, dois no hipismo, oito na canoagem, um no remo, seis no taekwondo, um no tiro esportivo, quatro no tiro com arco, sete na bocha e 11 no tênis de mesa. Em processo de confirmação está o número de atletas sem deficiência, como goleiros, atletas-guia, calheiros, pilotos e timoneiros. A convocação final será feita entre junho e julho.

Além das duas novas vagas do badminton, a Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa) confirmou mais uma cota paralímpica, totalizando oito na modalidade.

Na última edição, em Tóquio, foram 235 esportistas com deficiência. O recorde de participantes brasileiros ocorreu nos Jogos Rio 2016, quando o Brasil foi sede do megaevento esportivo e contou com 278 atletas em todas as 22 modalidades.

Na história dos Jogos Paralímpicos, o Brasil já conquistou 373 medalhas, sendo 109 de ouro, 132 de prata e 132 de bronze: está a 27 do seu 400º pódio no evento.

Os atletas brasileiros, antes do início dos jogos, farão uma aclimatação na cidade francesa de Troyes, a 160km de Paris. O presidente do CPB, Mizael Conrado, assinou o acordo no último mês de julho, no Centre Sportif de L’Aube Troyes, espaço em que os esportistas ficarão hospedados até o início do megaevento.

O Brasil fez a sua melhor campanha em Tóquio 2020, quando conquistou 72 medalhas no total, a mesma quantidade obtida nos Jogos do Rio 2016. Destas, 22 foram de ouro, superando as 21 de Londres 2012. Ainda foram mais 20 pratas e 30 bronzes no Japão.

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