13 de maio de 2026
AlerjDESTAQUENotíciasPolíticaPrefeitos das Capitais

Palácio Tiradentes, sede histórica da ALERJ, poderá se tornar Patrimônio Histórico Cultural de Natureza imaterial do Rio

O Palácio Tiradentes, que completou 100 anos em 2026, poderá ser considerado Patrimônio Histórico e Cultural de Natureza Imaterial do Estado do Rio de Janeiro. É o que propõe o Projeto de Lei 3.523/24, de autoria da deputada Verônica Lima (PT), aprovado em primeira discussão pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) nesta terça-feira (12/05). A medida ainda precisa passar por uma segunda votação na Casa.

Localizado na Praça XV, no Centro da cidade, o edifício é um dos principais marcos da política brasileira, além de ser a sede histórica do Parlamento fluminense.

A proposta também autoriza o Poder Público a promover atividades de preservação histórica e incentivo cultural no espaço, inclusive em parceria com entidades da sociedade civil. Na justificativa do projeto, a parlamentar destaca a relevância histórica do local, que ocupa um terreno ligado à memória política do país desde o período colonial.

“Esse espaço tem uma importância além de histórica, cultural e simbólica para a democracia brasileira e para a memória política do Estado”, destaca a deputada Verônica Lima.

História que marca o Rio

Antes da construção do atual palácio, o espaço abrigou a antiga Cadeia Velha, onde Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, permaneceu preso antes de sua execução, em 1792. O atual prédio foi inaugurado em 1926, em estilo eclético, com projeto dos arquitetos Archimedes Memória e Francisco Couchet. Ao longo de sua trajetória, o edifício sediou a Câmara dos Deputados, recebeu posses presidenciais e também abrigou órgãos do Governo Federal durante o Estado Novo.

Com a transferência da capital federal para Brasília, em 1960, o Palácio Tiradentes passou a sediar a Assembleia Legislativa do antigo Estado da Guanabara e, posteriormente, a Alerj, após a fusão dos estados da Guanabara e do Rio de Janeiro, em 1975.

Além da importância política e arquitetônica, o espaço também se consolidou como polo cultural e turístico da capital fluminense. Atualmente, o prédio recebe visitas guiadas e eventos culturais, como apresentações musicais, exposições e espetáculos artísticos.