Semana Nacional de Museus: ‘Festival de contação – Histórias que unem o mundo’ do CCBB Educativo
De 18 a 24 de maio, o CCBB Educativo – Lugares de Culturas realiza o “Festival de contação – Histórias que unem o mundo” no Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB RJ). O evento faz parte da programação da 24ª Semana Nacional de Museus, promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). O tema deste ano é “Museus: unindo um mundo dividido”, e propõe uma reflexão estruturante sobre o papel dessas instituições na garantia do direito à memória, na promoção da justiça social e no fortalecimento da participação cidadã.
As apresentações teatralizadas e com música contarão com a participação da equipe de arte-educadores e coordenadores do CCBB Educativo, Fátima Verônica e Gabriel Sant’Anna, e de artistas convidados: Tapetes Contadores, Ilana Pogrebinschi, Joaquim de Paula, Flavia Rocha, Tatiana Henrique e Juliana Correia, que irão compartilhar com o público tradições, mistérios, lendas, costumes e culturas em histórias dos quatro cantos do mundo.
A curadoria é da autora e escritora Daniela Chindler, que há mais de vinte anos promove a atividade no CCBB RJ. Entre as histórias estão “Novos solos”, “Histórias que cabem na palma da mão”, “O Mistério da grande onda”, “Festa do fogo”, “Histórias para sonhar – Contos japoneses” e “Ògún Pèlé O!”, entre outras.
Novos Solos – Esta contação de história propõe uma viagem a terras distantes através de narrativas curiosamente familiares. A linha que a costura são os solos, as terras, os campos. Histórias de camponeses, de pessoas que vivem da terra e para a terra, com muito a nos ensinar sobre como lidar com a Terra, esse nosso planetinha-único e que mais do que nunca merece cuidado. Neste roteiro, o contador de histórias Gabriel Sant’Anna narra o conto africano, “A semente da Discórdia”, o conto basco “A vaca preta e a vaca branca” e o conto norueguês “Frederiquinho e seu violino” utilizando-se de adereços diversos como chapéus e bolsas de palha, além dos instrumentos musicais violão e viola caipira. Dia 18 de maio (segunda-feira) às 11h.
Aquela que brilha no céu – Amaterasu é uma deusa solar tradicional do Japão, seu nome completo (amaterasu-o-mi-kami) significa “Grande Deusa que brilha no Céu”. Presente no universo mítico japonês, ela é considerada a ancestral da família imperial, regente do céu, representando a luz e a pureza. Na contação de história “Aquela que brilha no céu”, o público será apresentado à famosa narrativa japonesa, na qual o isolamento da deusa e seu mergulho no mundo da escuridão é atravessado por um espelho – que pode trazer a luz de volta ao mundo. Dia 18 de maio (segunda-feira) às 16h.
Histórias que cabem na palma da mão – Inspirada em duas narrativas da tradição oral japonesa, convida o público a mergulhar em um universo onde pequenos gestos têm grandes efeitos. “Omusubi Kororin – Os bolinhos de arroz rolantes” apresenta a história de um senhor simples que, ao dividir o pouco que tem, encontra um mundo mágico cheio de ratinhos dançantes, propondo uma reflexão sobre generosidade e escolhas. A contação também aborda a narrativa de “Issun Boshi, o samurai do tamanho de uma polegada”, apresentando um pequeno herói que enfrenta o mundo com uma coragem gigante. Misturando palavra, e imaginação, essa história cria uma experiência sensível e envolvente, daquelas que atravessam idades e continuam ecoando mesmo depois que termina. Dia 20 de maio (quarta-feira) às 11h.
O Mistério da grande onda – O público é convidado a participar de uma aventura pelo mundo da arte. A personagem principal acredita ter um nariz capaz de reconhecer grandes obras, mas se surpreende ao encontrar uma imagem que ela não conhecia: a gravura A Grande Onda de Kanagawa, de Katsushika Hokusai. Intrigada, ela embarca em uma jornada até o Japão para desvendar esse mistério. A história apresenta, de forma lúdica, o universo do ukiyo-e, um estilo artístico japonês de gravuras que retrata cenas do cotidiano, da natureza e da vida urbana, e convida as crianças a ampliar seu olhar sobre as diversas formas de se fazer arte. Dias 21 de maio (quinta-feira) às 16h; e 23 de maio (sábado) às 13h.
Minicontos de Poder – A obra narrativa traz histórias iniciáticas africanas da tradição dos Jèlis – os griots e da cultura popular brasileira. Pequenos contos que nos apresentam um mundo de possibilidades: O imperador e o Mendigo e O Homem sem Sorte. Dia 22 de maio (sexta-feira) às 16h.
Ògún Pèlé O! – A Obalufônica apresenta “Ògún Pèlé o!” (Ogum, te saúdo), espetáculo narrativo que mergulha nos ìtàn iorubano-brasileiros para apresentar uma face sensível e tecnológica do orixá Ogum. Da infância com Yemanjá ao aprendizado da forja sob a sabedoria ancestral de Nanã, o trabalho refaz os caminhos do metalúrgico divino. A obra convida o público a repensar a masculinidade e a celebrar a ancestralidade negra em uma experiência interativa e imersiva. Em um cenário onde a cultura de matriz africana é frequentemente alvo de estigmas, a apresentação oferece uma ferramenta de educação sensível e combate à intolerância, apresentando o orixá como um símbolo de tecnologia, civilidade e afeto. Com a artista convidada Tatiana Henrique. Dia 23 de maio (sábado) às 14h.
Festa do Fogo – O fio condutor do enredo é um mito celta, possivelmente levado para a Península Ibérica antes mesmo da existência de Portugal como país. Posteriormente, trazido para o Brasil, este mito se espalhou e, de boca em boca, de geração em geração, se mesclou com mitos semelhantes narrados pelos povos originários e com muitas e diferentes narrativas de origens africanas e orientais, pois estes povos também mantinham grande fascínio pelo fogo. Com o artista convidado Joaquim de Paula. Dia 23 de maio (sábado) às 15h.
Histórias para sonhar – Contos japoneses – União de duas culturas: contos japoneses e canções tradicionais do Brasil. Apresentado com um Kamishibai, uma forma bem tradicional de contar histórias no Japão, um pequeno teatro em madeira com ilustrações de cenas das histórias. Que tal um conto registrado lá em 1700? Vamos conhecer Hachikazuki, uma princesinha delicada que carrega um vaso na cabeça, e aprender como se fala Vovô e Vovó em japonês em uma história mágica no meio da montanha gelada. Com a artista convidada, Flavia Rocha. Dia 23 de maio (sábado) às 16h.
Memórias, mistérios e travessuras – Sessão de contação de histórias composta por duas narrativas: “O Curió de Quelé” e “Futebol e Assombração”. A primeira, inspirada em Clementina de Jesus, narra o esforço da menina Quelé para reencontrar seu passarinho, desaparecido há três dias. A segunda, ambientada no morro do Trapicheiro, na Tijuca da década de 1950, discorre sobre um grupo de crianças empenhadas em resgatar a bola de futebol que caiu no quintal de uma vizinha muito ranzinza. . Dia 24 de maio (domingo), às 14h.
Histórias que o vento conta – Contos tradicionais da China para crianças e famílias, com a artista convidada Ilana Pogrebinschi. O encontro começa com A Flauta Celestial, um convite à escuta e ao encantamento. Em seguida, O Brocado Maravilhoso traz uma narrativa onde a coragem se revela no fazer. No encerramento, O Pote Vazio ganha vida com a participação das crianças, que entram na história como personagens e descobrem, juntos, a beleza de ser verdadeiro. Dia 24 de maio (domingo), às 15h.
No sertão do meu tapete – Por meio de seus belos tapetes, Warley Goulart compartilha dois contos populares do Nordeste do país: O Príncipe das Palmas Verdes que escutou em Ilhéus, Sul da Bahia, e depois encontrou a versão de Susana Ventura no Livro Contos de Fadas Brasileiros; e O Espelho Mágico, do livro Contos Tradicionais do Brasil, de Luís da Câmara Cascudo, e escutou uma versão com as bordadeiras de São Miguel do Gostoso, no Rio Grande do Norte. Dia 24 de maio (domingo), às 16h.
“Festival de contação – Histórias que unem o mundo”
Local: Teatro I do CCBB RJ
De 18 a 24 de maio
Segunda, quarta, quinta e sexta, às 11h e 16h. Sábado e Domingo, às 13h, 14h, 15h e 16h.
Tempo de duração: 30 min
Classificação: livre
Participação por ordem de chegada.

