1 de abril de 2026
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Três Rios amplia cuidado com pessoas com TEA e fortalece atuação da Casa do Autista

Em Três Rios, o cuidado com pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) não se limita ao mês de conscientização. Ao longo de todo o ano, a Casa do Autista tem se firmado como um espaço de acolhimento, acompanhamento e desenvolvimento, oferecendo atendimento contínuo e cada vez mais próximo das famílias.

Atualmente, cerca de 325 crianças são atendidas na unidade, com encontros semanais – um avanço importante em relação ao ano passado, quando os atendimentos eram quinzenais. A mudança trouxe mais regularidade ao acompanhamento e tem contribuído para resultados mais consistentes.

O prefeito de Três Rios, Jonas Dico, destacou a importância de manter políticas públicas permanentes. “Em Três Rios, o cuidado com as pessoas com TEA é contínuo. A Casa do Autista mostra como é possível oferecer estrutura, profissionais qualificados e acolhimento às famílias durante todo o ano”, afirmou.

A Casa conta com uma equipe multidisciplinar, com atendimentos em psicologia, fonoaudiologia, psicopedagogia (com foco na alfabetização de crianças com TEA), terapia ocupacional, educação física, fisioterapia e atendimento médico. Além dos atendimentos individuais, também são realizados grupos voltados para adolescentes, jovens e adultos, ampliando o alcance do serviço.

Os atendimentos acontecem de segunda a sábado, facilitando o acesso das famílias. Só no mês de março, foram realizados cerca de 1.300 atendimentos, número que mostra a importância e a procura pelo serviço no município.

Como começar o atendimento

Para ingressar na Casa do Autista, é necessário encaminhamento médico com suspeita ou diagnóstico de autismo. Quando não há diagnóstico fechado, a criança passa por uma avaliação multidisciplinar, feita por psicólogo, fonoaudiólogo e psicopedagogo. Esse processo acontece com atendimentos semanais e tempo ampliado, permitindo uma análise mais cuidadosa e um direcionamento mais preciso para cada caso.

Outro ponto importante é a participação das famílias. Os pais têm encontros mensais, que agora contam com momentos de orientação prática. O primeiro tema deste ano foi a alfabetização de crianças com autismo, reforçando o papel da Casa também como espaço de apoio e orientação.

A coordenadora da unidade, Paula Rinaldi, também ressaltou os avanços no atendimento. “Nosso objetivo é garantir um acompanhamento próximo, respeitando as necessidades de cada criança e fortalecendo também o papel da família. Hoje conseguimos oferecer um atendimento mais frequente e completo, com resultados cada vez mais visíveis”, disse.

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