Paes sela aliança com MDB e anuncia Jane Reis como candidata a vice para o governo do RJ
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), pré-candidato ao governo do estado, anunciou nesta quinta-feira (19) a escolha da advogada Jane Reis para ser candidata a vice em sua chapa.
Jane é irmã de Washington Reis, presidente estadual do MDB e ex-prefeito de Duque de Caxias, principal reduto eleitoral da família na Baixada Fluminense.
Em 2020, foi candidata pelo MDB à prefeitura de Magé, na Baixada, e recebeu 5,92% dos votos. Evangélica, é casada com um pastor.
Paes anunciou também que deixará a prefeitura em 20 de março. A lei eleitoral exige que candidatos com mandatos de prefeito e governador renunciem até seis meses antes da eleição.

Xadrez político e Baixada Fluminense
A escolha de Jane Reis é vista como um movimento estratégico de Paes para consolidar sua influência na Baixada Fluminense, região considerada o “fiel da balança” nas eleições estaduais do RJ.
Até então, o nome mais cotado era o de Rogério Lisboa, ex-prefeito de Nova Iguaçu, mas entraves partidários (a federação entre PP e União Brasil) dificultaram a viabilização de seu nome.
Além do peso político da família Reis, a escolha de Jane traz componentes simbólicos para a pré-campanha:
Em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, a diferença foi maior: 68% a 32%. Em Nova Iguaçu, outro município central a região, Witzel venceu com quase 70% dos votos.
Baleia Rossi presente para selar aliança
A aliança entre Paes e MDB foi selada em um evento com a presença do presidente nacional do partido, o deputado federal Baleia Rossi.
O ex-presidente Michel Temer também era esperado para o anúncio, mas, segundo interlocutores, não conseguiu conciliar compromissos de agenda.
Temer foi um dos “homenageados” no desfile da Acadêmicos de Niterói na Sapucaí, no enredo sobre a trajetória do presidente Lula — que também apoia a candidatura de Paes.
- Representatividade: garante uma mulher na chapa majoritária.
- Diálogo religioso: Jane tem boa entrada junto ao eleitorado evangélico, segmento onde Paes busca reduzir resistências.
- Interiorização: aliança dá capilaridade ao PSD no estado, utilizando a estrutura de prefeitos e lideranças regionais do MDB.
Com a chegada do MDB, Paes amplia um arco de alianças que já conta com o apoio do PT de Lula e de setores da esquerda, atraindo agora uma ala que mantinha forte ligação com a família Bolsonaro no estado.
Com o novo desenho, a chapa de Paes tenta se posicionar como uma “frente ampla”, unindo desde o centro-direita até a esquerda progressista na disputa pelo Palácio Guanabara.
Em 2018, Paes perdeu a eleição de governador do RJ para Wilson Witzel e ficou com 40,13% dos votos no 2º turno.
Baleia Rossi presente para selar aliança
A aliança entre Paes e MDB foi selada em um evento com a presença do presidente nacional do partido, o deputado federal Baleia Rossi.
O ex-presidente Michel Temer também era esperado para o anúncio, mas, segundo interlocutores, não conseguiu conciliar compromissos de agenda.
Temer foi um dos “homenageados” no desfile da Acadêmicos de Niterói na Sapucaí, no enredo sobre a trajetória do presidente Lula — que também apoia a candidatura de Paes.

