25 de julho de 2024

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Três pessoas são condenadas no RS por morte de jovem obrigada a entrar na própria cova antes de ser baleada

Três pessoas acusadas de envolvimento na morte e ocultação de cadáver da jovem Paola Avaly Corrêa, em 2018, foram condenadas pelo Tribunal do Júri, em Porto Alegre, na noite da última quinta-feira. O crime ficou conhecido por conta de uma gravação feita pelos próprios criminosos na qual é possível ver que a foi obrigada a deitar na própria cova, onde foi baleada e morreu.

De acordo com o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, foram julgados nesta quinta-feira Nathan Sirangelo, Bruno Cardoso Oliveira e Thais Cristina dos Santos. Outros três réus foram julgados na última terça-feira e também condenados. A decisão cabe recurso da decisão.

O processo tramita na 4ª Vara do Júri da Comarca de Porto Alegre, especializada em feminicídios, presidida pela titular da Vara, a Juíza de Direito Cristiane Busatto Zardo.

Os réus foram condenados por homicídio qualificado (motivo torpe, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio) e ocultação de cadáver.

De acordo com a denúncia, Nathan Sirangelo seria o mandante do crime. Ele teria ordenado a execução de Paola de dentro da Cadeia Pública da Capital gaúcha, depois que a jovem, sua ex-namorada, fez postagem que o desagradou, inclusive em relação à sua posição de liderança do tráfico de drogas. Na publicação, ela se referiu ao ex como “otário”, “piá” e “corno”.

Bruno Cardoso Oliveira foi condenado pela acusação de ter planejado o crime e convocado comparsas. Já Thais Cristina dos Santos é acusada de ceder a casa para esconder a vítima, indicar o local e filmar a execução.

Também responderam pelo crime os réus Vinicius Matheus da Silva (28 anos de reclusão), Paulo Henrique Silveira Merlo (8 anos e 10 meses de reclusão) e Carlos Cleomir Rodrigues da Silva (16 anos e 2 meses de reclusão)

Conforme a denúncia do Ministério Público, Paola foi raptada no dia 13/05/18, amarrada, jogada em uma cova feita num matagal e alvejada com tiros de arma de fogo. O corpo foi deixado no local e achado quatro dias depois, na Vila Tamanca, Bairro Lomba do Pinheiro. A morte foi causada por ferimentos no cérebro. A execução foi gravada e publicada nas redes sociais.

O envolvimento nos fatos de um adolescente foi processado na esfera da Infância e da Juventude, resultando na condenação de cumprimento de medida socioeducativa de internação sem possibilidade de atividades externas, em agosto de 2018.

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