TRE-RJ afirma que buscou cumpriu ‘rigorosamente’ prazos de votação
Presidente do Tribunal, Claudio de Mello Tavares detalhou operação nas seções eleitorais após adiamento do fim do pleito
O desembargador Claudio de Mello Tavares, presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ), deu detalhes sobre o fim da votação no Estado nas eleições deste domingo (25), após determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, que adiou o encerramento do pleito até 19h. Em entrevista coletiva, ele afirmou que apesar dos transtornos, todos os eleitores fluminenses que quiseram votar até o horário determinado conseguiram fazê-lo.
“Antes mesmo de ter sido oficialmente comunicado da decisão do ministro Zanin, nós tomamos providência no sentido de comunicar todos os juízes eleitorais do Estado que ficassem onde estavam. Ou seja, onde encerrou a votação, continuar onde estavam, porque não tínhamos detalhes ainda”, disse.
“Nós pensamos: terminou a votação, emitiu o boleto, terminou. Não tem o que fazer. Aquela que está na fila, continua. Então, todos eles foram avisados e cumpriram rigorosamente a decisão. Depois, o ministro Zanin fez uma retificação dizendo que aqueles votos que já foram ao computador, poderiam ser, inclusive, enviados os dados para o TSE e os demais deveriam prosseguir. Foi o que foi feito”, prosseguiu.
Claudio afirmou que antes de ter sido comunicado oficialmente da decisão de Zanin, tomou providências para comunicar todos os juízes eleitorais do Estado que ficassem onde estavam, já que ainda não tinha detalhes.
“Eu aguardei porque foi tudo muito rápido. Nós recebemos a informação quando eram 16h55, praticamente. Recebemos duas comunicações, do ministro Zanin e do TSE. Isso demorou 30 minutos. Os prazos foram cumpridos rigorosamente. Todos os eleitores que estavam na fila votaram até 19h. Isso eu posso assegurar com total e absoluta certeza.”
Já o desembargador eleitoral Fábio Ribeiro explicou que em breve, será possível fornecer dados e informações sobre quantas pessoas conseguiram votar e quantas ficaram de fora. Ele deu mais detalhes do processo após o encerramento das urnas.
“Nós solicitamos a todos os cartórios eleitorais que fizessem um apanhado a partir do momento da decisão do ministro do STF. Daquele momento em diante, todas as pessoas que chegaram no local de votação tiveram os nomes registrados em ata. Quando a gente consolidar todos esses dados, nós teremos toda a quantidade de eleitores que eventualmente se deslocaram a uma seção eleitoral que já tinha encerrado o procedimento de votação, porque a urna, a partir das 17h, se ninguém estava na fila, não tinha razão para continuar instalada”, disse.
Apesar disso, ainda assim, as pessoas que chegaram nas seções que já haviam sido encerrada tiveram os nomes registrados, conforme o desembargador. “Isso vai constar na ata e logo que a gente receber esses dados, ele vai ser comunicado, de todos aqueles que após o encerramento da seção, estiveram no local querendo votar e eventualmente não conseguiram porque a seção já tinha sido encerrada”, prosseguiu.
Frota de ônibus em São Gonçalo
Claudio também falou sobre a questão dos ônibus de São Gonçalo. Algumas frotas de ônibus não estavam rodando na cidade no início da manhã, mas a situação foi controlada rapidamente, devido a uma liminar deferida pelo juiz Bruno Ruliere, exigindo que as empresas tomassem providências urgentes. Apesar disso, o presidente do TRE-RJ não garantiu que o problema do município foi uma das motivações para a decisão de esfera federal.
“Até o fim da tarde, eu fiquei sabendo e até comuniquei que tinha um partido político que havia ingressado no TSE pedindo uma prorrogação no horário. Naquele momento, era Bahia e São Paulo. Para minha surpresa, o Rio também estava ali. Ficamos aguardando a decisão. Estamos cumprindo a decisão. Não posso te afirmar se São Gonçalo efetivamente está nesse grupo. Nós mudamos 72 lugares de votação. São Gonçalo estava entre esses lugares”, concluiu.

