Secretaria de Educação de Duque de Caxias promove rodas de conversa nas escolas para combater a violência

A Prefeitura de Duque de Caxias, através da Secretaria Municipal de Educação, tem promovido rodas de conversa com alunos da Rede de Ensino a fim de identificar, entender e prevenir diversos tipos de violência. Trata-se do Projeto “Rodas de Conversa: eu tenho voz”, que começou em março deste ano e já atendeu 2.240 estudantes de 15 unidades escolares.

A iniciativa, que faz parte do projeto anual “Infância protegida: combatendo as múltiplas formas de violência”, é desenvolvida e coordenada pelo Núcleo Multiprofissional (NUMP) da SME, formado por psicólogos e assistentes sociais. De acordo com a responsável pelo Núcleo, Rose Kauss, o projeto é em atendimento à Lei Federal 14.811, à Lei 8.069 (ECA) e à Lei 14.344, conhecida como Lei Henry Borel. E a procura tem sido grande. “Assim que abrimos as inscrições , as vagas foram preenchidas, mas será um trabalho contínuo, visto a necessidade. Vamos oferecer novas oportunidades para que inicialmente todas as unidades que tenham 5º e 6º Anos de Escolaridade possam participar”, explicou Rose Kauss.

Ao final da roda de conversa, ministrada por profissionais do NUMP, em meio a relatos reais e questionamentos dos alunos, acontece uma dinâmica em que os estudantes identificam, em um quadro, tipos de violência, como sexual, doméstica, bullying, racismo, de gênero, entre outros. Depois, cada um escreve uma mensagem de apoio para pessoas que sofrem desse mal. Esses recados são fixados no “pote do amor”, localizado em uma área de destaque na escola para que todos tenham acesso. Além disso, os alunos são orientados como e onde devem procurar ajuda, em caso de necessidade. “Toda vez que a gente pede ajuda, o NUMP nos atende prontamente. E agora, estão avançando com esse necessário diálogo. É preciso fazer um despertar nos alunos”, finalizou Naise Martins, diretora da E.M Mauro de Castro.

Vale destacar que desde 2017 o NUMP realiza ações contra diversos tipos de violência. São atendimentos às demandas nas escolas, formação de educadores, rodas de conversa com familiares e encaminhamento de casos, quando há necessidade, para órgãos competentes.

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