Romário aprova punição, mas defende Gabigol: ‘Não fez por desrespeito ao Flamengo’

Romário foi a principal atração da vitória do America por 2 a 0 sobre o Petrópolis, pela Série A2 do Campeonato Carioca, mas frustrou quem o queria ver jogando. O Baixinho explicou que não entrou em campo porque a questão técnica era mais importante ao time nesta estreia, e também comentou sobre a punição do Flamengo a Gabigol.

Romário concordou com a decisão da diretoria rubro-negra de tirar a camisa 10 do atacante e faria o mesmo, segundo ele.

“Cara, isso aí é complexo. Eu nunca vesti (a camisa 10), conheço pouco Gabigol, estivemos juntos algumas vezes. O que eu posso afirmar é que esse gesto não foi desrespeito ao Flamengo. Foi por algum motivo que eu não sei qual é, mas vou ficar sabendo, qualquer dia estaremos juntos. Claro que vou me colocar no lugar do presidente do Flamengo. Se Gabigol está no America e veste a camisa de outro time que quer contratá-lo, alguma punição terá”, afirmou o hoje presidente e jogador do America.

Apesar de concordar com a reação da diretoria do Flamengo pelo que considerou desrespeito, Romário não quis criticar Gabigol e até o defendeu, mesmo achando que ele errou ao vestir a camisa do Corinthians, em foto vazada e que viralizou na internet.

“Gabigol sabe a importância e o tamanho do Flamengo, é um cara inteligente, que veste a camisa do clube, em todos os sentidos. A gente tem que entender algumas situações, antes das criticas. Tenho certeza de que ele não fez nem fará por desrespeito ao Flamengo. Pelo pouco que eu conheço, ele tem respeito acima da média pelo Flamengo, e parabéns à atitude da diretoria por tirar a camisa 10 dele”, completou Romário.

Sem a camisa 10, Gabigol utilizará o número 99 no Flamengo pelo restante da temporada. O atacante tem contrato até o fim de 2024 e as negociações estão paradas desde o ano passado.

Romário se diz feliz, mesmo sem jogar

Já Romário avisou que nem sempre estará nos jogos do America pela A2 do Carioca, mas pretende ir nos compromissos em casa. Em relação à expectativa criada por sua volta aos gramados aos 58 anos, ele explicou o motivo de não jogar neste sábado.

“A gente vai sempre priorizar a parte técnica. O mais importante é o America fazer três pontos. Foi um jogo muito difícil, como a gente esperava. Existia a real possibilidade de eu entrar, vim conversando com o treinador, a gente conversou umas duas, três vezes. E entendemos que infelizmente, não foi esse dia”, disse, complementando:
“Saíram aqui alguns torcedores frustrados. Eu também gostaria muito de ter entrado, dado uma alegria para todos que estiverem aqui, assistiram pela televisão. Mas tudo tem o seu momento. Eu posso dizer a vocês que eu estou feliz com a estreia.

O Baixinho também brincou sobre o fato de ficar o jogo todo no banco de reservas, algo raro ao longo de sua carreira: “Não é comum, nem um pouco. Mas o mais importante é que desta vez não mandarei o treinador ir embora”.

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