Projeto Saúde das Mulheres Negras leva demandas da Baixada Fluminense a gestores públicos
O Projeto Saúde das Mulheres Negras participou, na semana passada, de um encontro no Centro Estadual de Defesa dos Direitos da Mulher (CEDIM), no Rio de Janeiro, para apresentar demandas e dificuldades enfrentadas por mulheres negras no acesso aos serviços públicos de saúde.
A atividade reuniu organizações da sociedade civil e representantes do poder público para discutir problemas como demora em consultas e exames, falta de medicamentos e especialistas, atendimento desumanizado e racismo institucional.
Representando a Casa da Cultura da Baixada, Leila Regina destacou a importância de fortalecer o diálogo entre as comunidades e os serviços de saúde, além de ampliar o debate sobre as desigualdades raciais no atendimento. “Encontramos problemas semelhantes nos territórios, como a demora no atendimento e situações em que as mulheres não se sentem ouvidas nem recebem a atenção necessária. Precisamos fortalecer essas parcerias e preparar os profissionais para reconhecer e enfrentar o racismo nos serviços de saúde”, ressaltou.
A iniciativa busca transformar os diagnósticos construídos pelas organizações em propostas para melhorar o atendimento e ampliar o acesso à saúde, considerando as necessidades das mulheres negras da Baixada Fluminense e de outros territórios do estado.

