Flu recebe multa de R$133 mil por uso de sinalizadores na Libertadores
A Conmebol multou o Fluminense em 25 mil dólares (R$ 133 mil) pela da festa de sinalizadores que os torcedores do clube promoveram na partida de ida da semifinal da Copa Libertadores, contra o Palmeiras, no Maracanã. Além disso, o Tricolor também recebeu uma advertência sobre o atraso para a coletiva pós-jogo.
Esta é a terceira vez que o clube recebe uma multa referente à utilização de artefatos pirotécnicos, proibidos pelo artigo 12.2 do Código Disciplinar. As três vezes ocorreram ao longo do mata-mata da competição, e o valor vai progredindo diante das reincidências. Ao todo, o Tricolor das Laranjeiras vai pagar a quantia de 43 mil dólares (valor próximo a R$ 230 mil).
Esse montante será decrescido do valor total que o Fluminense tem a receber de premiações por avançar de fases e participar da Copa Libertadores. Assim, o valor, que está perto de R$ 46,35 milhões, será reduzido para R$ 46,12 milhões.
A Conmebol também enviou uma advertência referente ao atraso do treinador da equipe, Marcão, para conceder entrevista coletiva após o fim do jogo. Como foi a primeira vez, não houve nenhuma punição para o clube.
História por trás da proibição
2013 ficou marcado como o ano em que a Conmebol proibiu completamente o uso de sinalizadores e outros artefatos pirotécnicos dentro do estádio, após o caso Kevin Espada. Naquela ocasião, Corinthians e San José, da Bolívia, empataram pelo placar de 1 a 1, mas, nas arquibancadas, ocorreu uma tragédia: o jovem Kevin Espada, torcedor boliviano de apenas 14 anos, foi atingido por um sinalizador naval disparado por um corintiano e veio a falecer em decorrência do fato.
A punição inicial para a equipe paulista foi ficar sem torcida em todos os jogos da Libertadores daquele ano, mas, posteriormente, seria reduzida a uma multa de 200 mil dólares (cerca de R$ 289 mil) e 18 meses sem torcida corintiana nos jogos fora de casa.
A partir deste marco, as regras a respeito da pirotecnia se agravaram, sendo oficializadas no regulamento em 2019. Em janeiro daquele ano, entraram em vigor e foram reforçadas as proibições a sinalizadores, fumaças e bandeirões acima do tamanho imposto pela entidade, assemelhando-se ao modelo atual.
Hoje, as sanções vão de multas estimadas em 400 mil dólares (R$ 2,1 milhões) até o fechamento parcial ou total dos estádios, tanto para mandantes, quanto para visitantes. Essas punições podem, inclusive, se somar, caso o tribunal julgue a medida como proporcional.
Até o momento, a maior pena foi aplicada ao Peñarol, em 2024, na partida contra o Botafogo, pela semifinal da Libertadores. A sanção total foi de três jogos sem público na competição do ano seguinte e multa de 255 mil dólares (R$ 1,3 milhão), por conta de pirotecnia e ofensas xenofóbicas proferidas a torcedores visitantes.

