17 de abril de 2026
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Prêmio Rio de Letras da Firjan SESI é lançado na ABL e traz como tema a Inteligência Artificial na arte

Autores serão selecionados pela própria ABL e terão livro publicado pela Firjan SESI, além de ganharem prêmios como tablets e kindles

A relação entre a Inteligência Artificial e a criatividade humana estará no centro das reflexões da edição 2026 do Prêmio Rio de Letras, realizado pela Firjan SESI com a curadoria da Academia Brasileira de Letras (ABL) e a parceria da Secretaria Estadual de Educação (Seeduc). O lançamento aconteceu nesta quinta-feira (16/04), na sede da ABL, com a presença de imortais, autoridades, estudantes e representantes das escolas Firjan SESI e da rede estadual. As inscrições já estão abertas neste link

Na página do prêmio, o candidato – e o público em geral – pode conferir ainda, de forma gratuita, videoaulas de imortais como Ruy Castro, Ana Maria Machado e Ailton Krenak. O lançamento teve como mestres de cerimônia os atores – e funcionários da Firjan SESI – Marcielly Vanucci e João Gregório. Em três esquetes, eles apresentaram dilemas, angústias e benefícios que a Inteligência Artificial pode e já vêm trazendo à humanidade e às produções artísticas. 

“Mais do que estimular novos escritores, o Rio de Letras busca incentivar a reflexão sobre temas atuais. E nesta terceira edição, a Inteligência Artificial estará na pauta de alunos e professores que vão se debruçar sobre essa nova realidade que já faz parte do cotidiano de todos nós, com impacto na educação, na convivência social e no mercado de trabalho. Iniciativas como esta reforçam o papel da Firjan como instituição que investe na cultura e na educação como os vetores mais eficientes para a transformação social e econômica”, disse o presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano.

“Iniciativas como essa evidenciam o poder transformador da leitura na construção do futuro dos jovens. Ser reconhecido ao compartilhar sua própria história e integrar uma edição especial de um livro torna-se um forte incentivo para todos os estudantes, além de abrir portas para a descoberta de novos caminhos”, disse a secretária de Estado de Educação, Luciana Calaça.

“Um concurso de textos com o tema sobre a relação entre a inteligência artificial e a criatividade humana é importante especialmente num mundo com tão rápida transformação digital. É uma oportunidade valiosa para explorar questões fundamentais que afetam a sociedade contemporânea, e a ABL expressa toda a sua satisfação com a parceria neste projeto que promove a educação e estimula a leitura, a criatividade e o debate”, destacou o presidente da ABL, Merval Pereira.

Textos escolhidos pela ABL e livro publicado

O prêmio tem como objetivo fazer os jovens refletirem sobre o mundo e manter a literatura viva. Os próprios membros da ABL vão escolher 54 trabalhos entre os primeiros, segundos e terceiros lugares de cada categoria – Crônica, Conto e Poesia – a estudantes do primeiro, segundo e terceiro ano do Ensino Médio, de acordo com a rede escolar (Firjan SESI e rede estadual). 

O Rio de Letras também vai reconhecer as escolas que mais se destacaram, bem como professores-orientadores e coordenadores das regionais da Seeduc. As incluem prêmios como tablets, kindles, troféus, coletâneas literárias e um exemplar do livro com os textos dos autores vencedores, lançado pela Firjan SESI.

Vítima das mudanças climáticas, aluna inspirou-se na própria história

A edição deste ano busca discutir a Inteligência Artificial não só como ferramenta, mas como forma de expansão das possibilidades estéticas e reinvenção das formas de expressão. Poemas, crônicas e contos poderão ainda explorar a intersecção onde termina o humano e começa o algoritmo, reacendendo debates éticos, filosóficos e sensíveis sobre autoria, originalidade e o papel da subjetividade. 

No ano passado, quando o Brasil sediou a COP30, o tema foi “A humanidade e a natureza” e, entre os 58 textos selecionados, 14 foram do Rio e 10 da Região Serrana – nove deles apenas nas unidades Firjan SESI Petrópolis e Friburgo. Um dos destaques da categoria Conto foi Carla Vitória, então no segundo ano da unidade de Petrópolis. Moradora da comunidade 24 de Maio, ela se inspirou num caso real: a tragédia das chuvas de 2022, que atingiu sua casa e a dos tios, que acabaram sendo vítimas da enchente.