Palácio Tiradentes recebe XXI edição do RioHarpFestival e celebra a música em ano do centenário
Maior festival de harpas do mundo levou artistas de cinco países ao Plenário Barbosa Lima Sobrinho, com apresentação gratuita na sede histórica da Alerj.
O Palácio Tiradentes, sede histórica da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), recebeu, nesta sexta-feira (24/07), a XXI edição do RioHarpFestival, considerado o maior festival de harpas do mundo. O concerto gratuito reuniu músicos de diferentes nacionalidades no Plenário Barbosa Lima Sobrinho e integrou a programação especial do centenário do Palácio Tiradentes.
O espetáculo contou com apresentações dos harpistas Edith Gasteiger, da Áustria; Claire Le Fur e Léa Mesnil, da França; Lara Fonseca, de Portugal; e Kobie du Plessis, da África do Sul. O repertório percorreu diferentes estilos musicais e evidenciou a diversidade cultural representada pelo festival.
O coordenador de Eventos e Projetos Culturais do Palácio Tiradentes, Leonardo Guimarães, destacou a importância de receber o festival justamente no ano em que o prédio histórico completa 100 anos. “É uma emoção receber no Palácio Tiradentes um evento tão importante e gratuito como o maior festival internacional de harpas. Nós, que sempre participamos do Música no Museu, tínhamos que estar presentes também no RioHarpFestival, que combina muito com o Palácio”, afirmou.
Festival promove intercâmbio cultural e aproxima o público da harpa
Após interpretar um samba brasileiro, a harpista portuguesa Lara Fonseca celebrou o reencontro com o público carioca e ressaltou a relevância do festival para a valorização do instrumento. “Eu me sinto uma sortuda. Já é minha segunda edição, estive aqui no ano passado, fui convidada novamente e fiquei muito feliz. O público carioca é super caloroso, amoroso e muito querido. Este é realmente o maior festival que existe. É um mês inteiro com concertos todos os dias, algo que não se vê em nenhuma outra parte do mundo. Colocar a harpa em evidência é muito importante para divulgar o instrumento e manter o público fiel”, destacou.
A francesa Léa Mesnil também ressaltou a importância do evento para ampliar o acesso do público brasileiro à música de harpa. “Na França, a harpa ocupa um espaço muito importante, com muitos festivais e concertos. Aqui no Brasil existem menos oportunidades para conhecer esse instrumento. Por isso, um festival como este é fundamental para apresentar a harpa em repertórios e estilos variados. É uma troca de culturas. Hoje misturo música clássica e popular, repertório francês e brasileiro, e isso representa muito bem essa mistura cultural”, afirmou.
Criador e diretor do RioHarpFestival, Sérgio da Costa destacou a dimensão internacional alcançada pela iniciativa ao longo de suas 21 edições. “Estamos muito contentes porque esta é a 21ª edição. Reunimos harpistas de mais de 20 países e realizamos mais de 70 concertos ao longo do mês. A harpa tem uma história de cinco mil anos e ainda é um instrumento pouco conhecido pelo grande público. Ao longo desses anos, conseguimos aproximar cada vez mais pessoas dos concertos e difundir esse patrimônio musical”, explicou.
Festival amplia alcance e segue para outros países
O RioHarpFestival integra o projeto Música no Museu, considerada a maior série de música clássica do Brasil e reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial da cidade do Rio de Janeiro. Nesta edição, cerca de 150 músicos e grupos vocais de mais de 20 países participam da programação, levando apresentações gratuitas a diversos espaços culturais da capital fluminense.
Sérgio da Costa ressaltou que a programação seguirá para outros lugares, consolidando o alcance internacional do festival: “O Festival de Harpas não termina no Rio de Janeiro. Em agosto segue para São Paulo e, depois, até novembro, realizaremos a versão europeia em dez cidades de oito países: Portugal, Espanha, França, Bélgica, Croácia, Itália, Áustria e Alemanha”.
“O Rio de Janeiro se transforma, durante o mês de julho, na capital mundial da harpa. Além disso, participar das comemorações pelos 100 anos do Palácio Tiradentes é uma alegria muito grande”, concluiu Sérgio.

