23 de julho de 2024

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Pacheco dá prazo até amanhã para oposição apresentar assinaturas de apoio à CPI dos atos antidemocráticos

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), anunciou nesta quarta-feira que os entusiastas de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar o atos antidemocráticos terão até amanhã para apresentar as assinaturas de apoio à criação do colegiado na Casa.

A iniciativa de criar a CPI partiu da senadora Soraya Thronicke (União-MS) que reuniu em janeiro o número necessário de apoio. A senadora chegou a entrar com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para que o presidente do Senado determinasse a abertura do colegiado. Em resposta, Pacheco argumentou que as assinaturas deveriam ter sido feitas durante a atual legislatura, que se iniciou em fevereiro.

– Será encaminhado hoje (quarta-feira) ofício aos subscritores do requerimento de autoria da senadora Soraya Thronicke de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito destinada a apurar a responsabilidade pelos atos antidemocráticos e terroristas praticados no dia 8 de janeiro de 2023 para que, caso queiram, ratifiquem as suas subscrições de maneira eletrônica no prazo de 48 horas, ou seja até o final do dia 17 de março, sexta-feira. Novas subscrições serão também aceitas no mesmo prazo – declarou o presidente do Senado nesta quarta-feira.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é contra a CPI e o próprio presidente já criticou a tentativa de abertura da comissão. Senadores da base de Lula chegaram a assinar o requerimento de Soraya em janeiro, mas depois mudaram de avaliação. Um dos casos foi o do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).

O entendimento do governo é que uma CPI pode servir de palco para a oposição e como instrumento de parlamentares bolsonaristas para pregar alguma responsabilidade do governo petista no caso.

O pedido de CPI tem como objetivo apurar os ataques aos prédios dos Três Poderes realizados no dia 8 de janeiro, em Brasília. O quebra-quebra foi promovido por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, que queriam um golpe contra Lula.

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