16 de julho de 2026
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Operação desarticula esquema de venda de remédio falso contra câncer

Ação da Polícia Civil foi realizada em Guadalupe e Vista Alegre, na Zona Norte, nesta quinta-feira (16)

Policiais civis realizaram, nesta quinta-feira (16), a “Operação Placebo”, com o objetivo de desarticular um esquema de venda de medicamentos falsos para tratamento de câncer. A investigação revelou que uma empresa comercializava os produtos ineficazes – e de alto custo – para hospitais e pacientes. Seis mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Guadalupe e Vista Alegre, na Zona Norte. Os agentes apreenderam muitos remédios irregulares e conduziram dois responsáveis para prestar depoimento.

A investigação iniciou após uma informação indicar que a empresa de materiais médicos e hospitalares estava oferecendo um remédio indicado para o tratamento de leucemia e linfoma. Esses tumores atingem, respectivamente, a medula óssea e o sistema linfático.

Durante as diligências, os agentes da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM) acompanharam as negociações realizadas pelos alvos e constataram que uma única caixa do remédio era oferecida por até R$ 34 mil, sempre mediante a pagamento antecipado e sob o argumento de que a alta procura nos hospitais teria elevado o preço.

A fraude foi confirmada após análise técnica concluir que o produto era totalmente falso. O número do lote impresso na embalagem sequer existia nos registros de produção global da fabricante.

As apurações também revelaram que os responsáveis pelo esquema utilizavam a própria formação profissional para dar aparência de legitimidade ao crime e atrair vítimas vulneráveis. Uma das investigadas e sócia do esquema é uma enfermeira especializada em auditoria de contas médicas e assuntos regulatórios.

Ela utilizava a experiência para burlar trâmites e gerenciar as vendas da empresa. O companheiro dela, um estudante de direito, era o segundo sócio. Ele possuía um amplo histórico em licitações públicas e era responsável por operacionalizar as tratativas. A DRCPIM apura, ainda, se a atuação de familiares ligados à área da saúde facilitava a circulação dos produtos ilícitos em ambientes hospitalares.

Para escapar da fiscalização sanitária, os sócios declararam que a empresa funcionava apenas como um “simples escritório” administrativo, obtendo licenciamento simplificado. Na realidade, o imóvel operava como depósito clandestino e centro de distribuição de medicamentos, sem qualquer controle de temperatura, armazenamento adequado ou autorização específica para esse tipo de atividade.

Os policiais apreenderam medicamentos comercializados sem a licença devida. Todo o material será submetido à perícia para verificar sua origem. Eles são investigados pelos crimes de falsificação, corrupção e adulteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais, delito considerado hediondo, além de crimes contra as relações de consumo.

As apurações também revelaram que os responsáveis pelo esquema utilizavam a própria formação profissional para dar aparência de legitimidade ao crime e atrair vítimas vulneráveis. Uma das investigadas e sócia do esquema é uma enfermeira especializada em auditoria de contas médicas e assuntos regulatórios.

Ela utilizava a experiência para burlar trâmites e gerenciar as vendas da empresa. O companheiro dela, um estudante de direito, era o segundo sócio. Ele possuía um amplo histórico em licitações públicas e era responsável por operacionalizar as tratativas. A DRCPIM apura, ainda, se a atuação de familiares ligados à área da saúde facilitava a circulação dos produtos ilícitos em ambientes hospitalares.

Para escapar da fiscalização sanitária, os sócios declararam que a empresa funcionava apenas como um “simples escritório” administrativo, obtendo licenciamento simplificado. Na realidade, o imóvel operava como depósito clandestino e centro de distribuição de medicamentos, sem qualquer controle de temperatura, armazenamento adequado ou autorização específica para esse tipo de atividade.

Os policiais apreenderam medicamentos comercializados sem a licença devida. Todo o material será submetido à perícia para verificar sua origem. Eles são investigados pelos crimes de falsificação, corrupção e adulteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais, delito considerado hediondo, além de crimes contra as relações de consumo.