Maricá recebe comitiva do Congo até o dia 14/03

A Prefeitura de Maricá recebeu nesta segunda-feira (11/03), na Universidade de Vassouras, no Flamengo, a comitiva da República do Congo para aprofundar os conhecimentos na gestão alimentar escolar no Brasil e agricultura familiar. O projeto “Fortalecimento do acesso de agricultores familiares da República do Congo a mercados locais através da Cooperação Sul-Sul” é financiado pelo Fundo IBAS (uma cooperação entre Brasil, Índia e África do Sul).

A comitiva fica até quinta-feira (14/03) para visitar a Secretaria de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento, Escola Municipal Benvindo Taques Horta, Centro Educacional Joana Benedicta Rangel, Fazenda Pública Joaquin Piñero, Praça Agroecológica, Escola indígena Guarani Para Poty Nhe’ Ë Já; restaurante municipal Mauro Alemão, Inova Biotec e Economia Solidária. Após esse período, a equipe viajará para Paraty, na Região da Costa Verde do Rio de Janeiro.

Durante a cerimônia de apresentação do projeto, o subsecretário de administração da Educação, Maxwel Guerra, ressaltou a integração entre os países. “Congo nos procura para poder adquirir conhecimento sobre alimentação escolar e ações práticas de como evitar o desperdício de alimentos, e sobre a aquisição de alimentos da agricultura familiar, uma novidade para eles. Há, na verdade, uma série de programas que desenvolvemos que que estamos apresentando a essa comitiva. É uma forma de Maricá contribuir para a evolução de outros países”, disse.

Guerra destacou que Maricá foi escolhida por se destacar em iniciativas na alimentar escolar. “Gastamos 100% dos recursos que recebemos da merenda escolar do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) com agricultura familiar. Maricá foi escolhida porque vemos o resultado evidente dessa política. Temos ganho de peso entre os alunos da nossa rede municipal. Tem todo um valor nutricional que é agregado a essa alimentação e isso é muito importante”, avaliou.

Diretor-geral das parcerias e desenvolvimento do Ministério do Planejamento do Congo, Aimé Blaise Nitoumbi, falou sobre sua impressão ao conhecer os programas de Maricá.

“Com o apoio do projeto IBSA estamos articulando para que as crianças do Congo comam produtos dos agricultores locais e para que diminua o consumo de produtos importados. Então, depois dessa missão, vamos pensar em estratégias para implementar uma alimentação de qualidade no Congo”, afirmou o congolês.

A secretária de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento, Mariana Príncipe falou sobre a visita da comitiva. “Vai ser uma troca de experiência muito lucrativa para ambos os países”, disse a secretária.

Retorno ao Brasil

Em abril de 2023, uma delegação do Congo visitou Brasília (DF) para aprender sobre os marcos legais e institucionais e mecanismos de gestão da alimentação escolar no Brasil, sua conexão com a agricultura familiar e o papel da sociedade civil no sucesso de programa de alimentação de nutrição no país. De volta ao Brasil, os representantes do governo congolês visitam as cidades brasileiras com foco nos seguintes temas: cultivo e processamento da mandioca; questões fundiárias e acesso à terra; elaboração de menus de alimentação escolar em particular a inclusão de frutas e vegetais; articulação interministerial.

Projeto IBAS

O objetivo do projeto é melhorar a segurança alimentar e nutricional no Congo, beneficiando agricultores familiares, especialmente mulheres e crianças em idade escolar, e aumentando seu acesso aos mercados locais. O projeto permite que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Pesca (MAEP) e o Ministério da Educação Pré-escolar, primária, secundária e de alfabetização (MEPPSA) utilizem conhecimentos e inovações do Brasil e de outros parceiros do IBAS para programas de agricultura familiar e alimentação escolar.

Alimentação na República do Congo

Na República do Congo, a insegurança alimentar afeta 33,3% das famílias, com alta prevalência nas áreas rurais, enquanto 19,6% das crianças com menos de cinco anos sofrem de desnutrição crônica.

Como a produção doméstica de alimentos cobre apenas 30% das necessidades, o país depende muito da importação de alimentos do exterior. A maior parte do processamento de alimentos é artesanal, e as práticas de armazenamento e transformação de alimentos geralmente são inadequadas, resultando na perda de produtos e nutrientes. Persistem grandes desafios para conectar os agricultores de áreas remotas aos mercados e abordar as desigualdades no acesso das mulheres à terra.
Estavam presentes no encontro de hoje, Maxwell Guerra, subsecretário de administração da Educação; Lourice Bitencourt, gerente de nutrição do projeto de nutrição da Educação de Maricá; Rifati Iqbal, analista de projetos da agência brasileira de cooperação; Márcia Sartori, representante do Fundo Nacional para Desenvolvimento da Educação; Nádia Gudman, representante do programa mundial de alimentos da ONU e Maria Júlia Senezi, representante das Nações Unidas.

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