15 de outubro de 2026
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Mansão da família Matsunaga é invadida por assaltantes; PM mata 3 suspeitos e policial fica ferido

A mansão da família Matsunaga foi invadida por quatro assaltantes na tarde de quarta-feira (14), em Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo. Três suspeitos morreram em confronto com a Polícia Militar (PM), um homem de 39 anos foi preso em flagrante e um policial militar ficou ferido.

Segundo fontes do g1, o imóvel pertence a Mitsuo Matsunaga e Misako Kitano, pais de Marcos Matsunaga, empresário que foi assassinado e esquartejado pela mulher, Elize Matsunaga, em maio de 2012. O crime foi cometido no apartamento onde o casal morava com a filha, também na Zona Oeste. Na época, ele era presidente da empresa de alimentos Yoki.

Desde o assassinato, a filha de Marcos e Elize passou a morar com os pais do empresário. Os avós e a neta não estavam na residência no momento do roubo.

A PM foi acionada para atender à ocorrência e, ao chegar ao local, deteve um dos suspeitos no térreo da casa, segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP). Três funcionários que estavam trancados em um cômodo foram resgatados.

Na sequência, os policiais localizaram outros três suspeitos, e houve confronto. Dois morreram no local. O terceiro foi socorrido à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Lapa, mas não resistiu aos ferimentos.

O policial militar atingido no ombro foi levado ao Hospital das Clínicas, onde permaneceu sob cuidados médicos. As armas foram apreendidas, e a perícia foi acionada.

O homem preso permaneceu à disposição da Justiça. O caso foi registrado como roubo a residência no 14º Distrito Policial (DP), Pinheiros, que solicitou apoio do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A PM também abriu um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar a atuação dos agentes.

O g1 tenta contato com a família Matsunaga para comentar o assunto.

Caso Matsunaga

Marcos foi morto em 19 de maio de 2012, aos 42 anos. Elize confessou ter atirado na cabeça do marido e, depois, desmembrado o corpo em sete partes. Os restos mortais foram encontrados na região de Cotia, na Grande São Paulo.

Ela alegou ter agido sob forte emoção durante uma discussão, depois de descobrir uma traição do marido. Segundo sua versão, Marcos a agrediu e ameaçou matá-la e tirar dela a guarda da filha do casal.

Em dezembro de 2016, Elize foi condenada pelo júri a 19 anos e 11 meses de prisão por homicídio qualificado, destruição e ocultação de cadáver. Em 2019, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) reduziu a pena para 16 anos e três meses.

A filha do casal tinha cerca de 1 ano quando o pai foi morto. Depois do crime, ela passou a morar com os avós paternos. Desde então, Elize tenta retomar o contato com a filha por meio da Justiça.

Em maio de 2022, após cumprir cerca de dez anos de prisão, Elize deixou a Penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo, em liberdade condicional.

Na ocasião, ela afirmou, num vídeo ao lado de seu advogado, Luciano Santoro (veja acima):

“Infelizmente não posso consertar o que se passou, o erro que cometi. Estou tendo uma segunda chance, infelizmente o Marcos não. Mas eu acredito na espiritualidade, que ele já tenha me perdoado e peço isso todas as vezes em minhas orações”, disse Elize.

 

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