‘Maníaco do Escort azul’ é investigado por estupro de adolescente
A Polícia Civil investiga Wansther Jorge Silva Damasceno, conhecido como o “maníaco do Escort azul”, pelo estupro de uma adolescente de 16 anos na Penha, Zona Norte. Antes deste novo crime, ele já era condenado a 121 anos de prisão por uma série de roubos e abusos sexuais.
De acordo com as investigações da Polícia Civil, o caso aconteceu em 10 de agosto, três dias após o detento deixar o Instituto Penal Plácido de Carvalho, no Complexo de Gericinó, Zona Oeste, para a “saidinha”. Após a descoberta do novo crime, a Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen) informou que comunicou o caso à Vara de Execuções Penais e transferiu o preso para o Complexo de Bangu 1, onde permanece isolado.
Segundo a apuração policial, a vítima saía da escola quando foi perseguida por ele. Imagens de câmeras de segurança analisadas pelos investigadores mostram Wansther circulando pela região antes da abordagem. Em um dos registros, ele aparece caminhando próximo à unidade de ensino aparentemente à procura de uma vítima. Depois, retorna ao local e permanece nas imediações.
Ainda conforme a investigação, o condenado esperou a adolescente ficar sozinha para agir. Fingindo estar armado, ele a ameaçou e a obrigou a caminhar até uma rua menos movimentada, onde ocorreu o estupro. A identificação do autor foi feita por meio das imagens de monitoramento e de outras diligências realizadas pelos agentes. Segundo a Polícia Civil, ele confessou o crime.
A mãe da jovem relatou que a filha está profundamente abalada e segue em acompanhamento psicológico para enfrentar os traumas causados pela violência. O caso provocou revolta entre familiares da vítima e reacendeu o debate sobre a concessão de benefícios penitenciários a condenados por crimes graves.
Damasceno possui ao menos 12 anotações criminais, incluindo registros por estupro e roubo. Nos anos 2000, ganhou notoriedade policial ao ser apontado como responsável por uma sequência de ataques sexuais praticados a bordo de um veículo Ford Escort azul, o que lhe rendeu o apelido que voltou a ser lembrado após o novo caso.
A Secretaria de Estado de Polícia Penal informou que, após tomar conhecimento da ocorrência, identificou o interno, comunicou formalmente à Vara de Execuções Penais para adoção das providências legais e o apresentou à Polícia Civil. Em seguida, ele foi removido para Bangu 1, onde permanece sob regime de isolamento.
O episódio ocorre mais de duas décadas depois dos crimes que tornaram Damasceno conhecido pelas autoridades e reforça a discussão sobre os critérios para a concessão da visita periódica ao lar aos presos condenados por delitos violentos. A investigação segue em andamento.

