Lula é convidado a participar da cúpula do G7; entenda o que é o grupo e o que deve ser discutido

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi convidado pelo primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida, a participar em meio deste ano da cúpula do G7, grupo que reúne os países mais industrializados do mundo.

O convite aconteceu na última quinta-feira (6), durante um telefonema entre Lula e Kishida.

Na gestão Lula, o governo brasileiro tem buscado adotar uma política externa diferente da praticada no período em que Jair Bolsonaro esteve no poder.

Desde que tomou posse, Lula, por exemplo:

  • foi a Washington (EUA) e se reuniu com o presidente americano, Joe Biden; Bolsonaro apoiou a reeleição de Donald Trump, derrotado por Biden;
  • esteve em Buenos Aires para se reunir com o presidente argentino, Alberto Fernández; Bolsonaro apoiava a reeleição de Mauricio Macri, derrotado por Fernández;
  • determinou a volta do Brasil à União das Nações Sul-Americanas (Unasul); Bolsonaro havia retirado o país do organismo multilateral.

O que é o G7?

 

O G7 reúne os países mais industrializados do mundo. O grupo se reúne anualmente. A primeira cúpula aconteceu em 1975, no Castelo de Rambouillet (França), e contou com a participação do governo da própria França, além de representantes de Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Japão e Itália.

Onde vai ser a cúpula deste ano?

 

A cúpula vai acontecer em Hiroshima (Japão), entre os dias 19 e 21 de maio.

Quem faz parte do G7?

 

Integram o G7 França, Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Japão, Itália e Canadá.

O Brasil faz parte do G7?

 

Não. Se Lula aceitar participar da cúpula, irá como convidado, não como membro do grupo.

Por que Lula foi chamado?

 

De acordo com a Embaixada do Japão no Brasil, ao fazer o convite, Kishida disse estar “ansioso” para discutir com Lula diversos assuntos da comunidade internacional. O primeiro-ministro japonês avalia que Lula pode ter “papel ativo” na reunião do G7 por ter “muita experiência”.

Durante o governo de Jair Bolsonaro (2019-2022), o Brasil não convidado a participar da cúpula do G7.

Quais temas devem ser discutidos na cúpula?

 

Em uma mensagem pública, divulgada na página oficial do G7, Fumio Kishida afirma que a cúpula deve discutir temas como guerra na Ucrânia, segurança alimentar, a não proliferação de armas nucleares; economia global, mudanças climáticas e desenvolvimento global.

“O ano da presidência do G7 também servirá como uma oportunidade valiosa para a próxima geração e além, jovens e crianças, para voltar sua atenção para questões globais e agir. Ofereceremos várias oportunidades para aprofundar os intercâmbios, aprender juntos e vivenciar a cúpula para aqueles que estarão à frente do Japão e do mundo de amanhã”, afirmou Kishida em sua mensagem.

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