Japeri: PSE tem Dia D Saúde Bucal

Um dos pilares do Programa Saúde na Escola (PSE), são os cuidados com a boca. E nesta quarta-feira, (8), em que foi realizado em todo o país o ‘Dia D Saúde Bucal na escola’, a Prefeitura de Japeri, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semus), levou para as unidades municipais de ensino, Santo Antônio, no Rio D’Ouro e Vereador Paulo Félix Saudade, no bairro São Sebastião, as ações de promoção, prevenção e recuperação da saúde bucal. 

Segundo a coordenadora de odontologia, Maíra Felix, a cidade de Japeri vive hoje um ensaio para um novo tempo no PSE, que acontece com a participação ativa da equipe de saúde bucal no programa, levando ações de promoção de saúde, escovação supervisionada, Tratamento Restaurador Atraumático (TRA) e encaminhamentos para os pequenos que precisam de maiores intervenções. 

“Ofertamos um novo momento para a saúde bucal das crianças da rede de ensino na cidade. Estimulamos o desenvolvimento das habilidades de autocuidado e ensinamos de forma correta como prevenir os principais agravos em saúde bucal, tudo de forma lúdica e com conscientização”, disse Maíra. 

A importância do programa na escola é confirmada pela gestora da unidade Vereador Paulo Félix Saudade, Gisele Rodrigues, que vê como essencial às ações do PSE, em especial as de saúde bucal. “Tem um ditado que diz que é de pequeno que se aprende. Nossos alunos são multiplicadores de conhecimento e vão levar para casa esse cuidado replicando com toda a família. O sorriso é nosso cartão de apresentação, e é muito importante que as crianças saibam os cuidados e a importância do sorriso”, relata.  

 

Atendimento permanente nas unidades de ensino 

O Programa Saúde na Escola mantém o atendimento semanal nas escolas com profissionais de odontopediatria que ministram palestras de educação em saúde bucal. A ação que era realizada pela odontopediatra, Karine Lima, hoje, já conta com um reforço de mais duas dentistas, a também odontopediatra, Tamiris Vargas, e a especialista em saúde da Família, Raquel Silvestre. Além disso, a equipe conta com as técnicas de saúde bucal, Cristiane Silva, Fabiana Batista, Fabiana Trajano, Jeniffer Abreu e a Agente Comunitária de Saúde, Rafaela Machado.  

“Temos fortalecido as ações de cuidado, minimizando os danos já estabelecidos e intervindo para que novos não surjam. A Saúde bucal é dignidade e nossa luta diária é garantir que esse direito seja levado a cada munícipe. Como sempre falo com minha equipe: não estamos onde gostaríamos, mas já não estamos mais onde estávamos”, finaliza Maíra. 

 

Outros serviços do PSE 

O Programa Saúde na Escola, levou ainda os serviços de vacinação, pesagem do Programa Bolsa Família (PBF) e palestras de prevenção às violências com a temática do bullyng para os alunos das unidades.  

As palestras foram apresentadas pelas equipes das Unidades Básicas de Saúde que trabalharam conceitos como respeito, combate aos preconceitos, humilhações e agressões.  

Para a enfermeira, Vanise Silva, o problema é sério e precisa ser trabalhado ainda na infância e na coletividade, sendo o ambiente escolar um ótimo momento de socialização e reconhecimento dos males que afetam a saúde mental, física e emocional de quem sofre. “A prevenção que fazemos hoje, vai contribuir para uma infância mais segura”, relatou.  

Na turma de 3º ano, com 20 alunos de 8 e 9 anos, a Professora Rosimar de Jesus, destaca a importância da conscientização dos alunos tanto com os cuidados com a saúde bucal, quanto com a prevenção de lidar com o bullyng. “A conscientização no ambiente escolar tem um efeito coletivo importante e acaba sendo um desdobramento de nossos ensinamentos e do que representa o respeito, a amizade e a proteção de todos”, definiu a professora. 

O aluno, João Miguel, fez questão de dizer como o respeito deve prevalecer entre os alunos, amigos e entre as pessoas. Já Gabriela da Silva, da mesma turma, relatou sua tristeza na ocasião em que foi chamada de feia e macaca. “Fiquei muito triste e contei pra minha mãe. Ela me disse o quanto isso era errado e que essa pessoa não era minha amiga. Mas, quando ela me pediu desculpas eu aceitei porque acreditei que a pessoa se arrependeu”, disse a aluna.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *