15 de julho de 2026
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Greve de ônibus: audiência no TRT termina novamente sem acordo

Rodoviários e empresas de ônibus participaram de uma audiência no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-RJ), nesta quarta-feira (15). A sessão, na qual ocorreram negociações sobre a greve, terminou novamente sem acordos.
Segundo o sindicato da categoria, houve divergência em relação ao pagamento dos 30 minutos de descanso e reajuste do valor da cesta básica. O sindicato pediu R$ 1 mil, enquanto o Rio Ônibus ofereceu apenas 5% de aumento. Outra sessão foi marcada para a próxima quarta-feira (22).

Em nota, o Rio Ônibus informou “que houve desenvolvimento nas negociações visando o fechamento do acordo. Esperamos que a situação seja resolvida, afastando de vez a possibilidade de nova greve dos rodoviários.”
Até o momento, os ônibus seguem circulando normalmente na capital, mas o estado de greve permanece mantido e novas paralisações não estão descartadas caso as negociações não avancem.

A audiência estava prevista para ocorrer na última quarta (8), mas o TRT adiou. Na tarde de terça (7), o sindicato apresentou, em assembleia com os trabalhadores, uma nova proposta para destravar as negociações com as empresas de ônibus da cidade. O reajuste salarial reivindicado teve redução de 17% para 12%, a serem pagos em duas parcelas de 6%: uma imediata e outra prevista em novembro.

Além do reajuste salarial, do aumento do valor da cesta básica e do pagamento referente ao intervalo, os rodoviários mantiveram outras reivindicações consideradas prioritárias. Entre elas estão melhorias nas condições de trabalho e a ampliação da assistência médica.

Outro ponto de tensão envolve os profissionais que atuam no sistema BRT. O sindicato critica a manutenção de contratos temporários e defende a contratação dos trabalhadores pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

A categoria também reclama de problemas estruturais enfrentados diariamente, como a falta de banheiros, locais adequados para alimentação e acesso à água potável em terminais e pontos finais. O Rio Ônibus já elevou o percentual de reajuste de 4,39% para 4,5%, que também incidiriam sobre a cesta básica.

A audiência da última segunda-feira (6) também terminou sem acordo. Em nota, o sindicato informou que segue em negociações visando o acordo e espera que a situação seja resolvida, afastando de vez a possibilidade de nova greve dos rodoviários.

Estado de greve

Os rodoviários entraram em greve às 0h no dia 29 de junho e durou três dias, com determinação da Justiça de que 80% da frota estivesse nas ruas. Apesar disso, no primeiro dia, menos de 1.000 coletivos estavam em circulação. Ainda durante o movimento, de acordo com o Rio Ônibus, cerca de 50 veículos foram vandalizados por grevistas.

Inicialmente, marcaram uma assembleia para terça (30), mas terminou sem acordos, mesmo com o sindicato patronal oferecendo 4,39% de aumento. No local, rodoviários fizeram uma manifestação no Centro da cidade, parando ônibus, retirando chaves da ignição e obrigando passageiros a descer. Com a paralisação, diversos veículos ficaram atravessados na pista, provocando um grande congestionamento na região.

No dia 1ª deste mês, uma reunião com 1,5 mil trabalhadores decidiu suspender a paralisação, mas manter o estado de greve. A decisão foi tomada na sede social do Sindicato dos Rodoviários, na Estrada do Otaviano, 404, em Rocha Miranda, na Zona Norte.

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