20 de julho de 2024

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Governo federal sinaliza que poderá atender ao pleito do Rio de Janeiro e aumentar voos para o Galeão

Governador Cláudio Castro se reuniu com o ministro dos Portos e Aeroportos e defendeu que o aeroporto seja destino de rotas das capitais

O governador Cláudio Castro se reuniu, nesta terça-feira (25.04), com o ministro dos Portos e Aeroportos, Márcio França, em Brasília, para propor soluções que vão fortalecer o Aeroporto Internacional do Galeão – Tom Jobim. Castro defendeu o aumento de voos para o Galeão, alocando no aeroporto as rotas das capitais do país. O ministro sinalizou que poderá atender ao pleito do Rio de Janeiro, mantendo no Aeroporto Santos Dumont as rotas para Congonhas e Brasília, como sugerido.

No encontro, Castro também entregou ao ministro Márcio Franca um estudo coordenado pelo Governo do Estado que consolida essa e outras propostas elaboradas em conjunto com a Prefeitura do Rio, Fecomércio, Firjan e ACRJ (Associação Comercial do Rio). O titular da pasta informou que o ministério estudará as sugestões e, em 15 dias, apresentará uma resposta. Disse ainda que se reunirá amanhã (26.04) com a Changi, que detém 51% da Riogaleão — concessionária responsável pelo Galeão —, para que a empresa manifeste o interesse em continuar ou não a operar o aeroporto.

— As soluções que defendemos tem um único objetivo: fortalecer o Galeão, que é um equipamento importantíssimo para o Rio de Janeiro. Não é uma questão de “voos Rio”, mas sim de voos para o Galeão. Nossa proposta é clara: voos Santos Dumont – Congonhas e Santos Dumont – Brasília, e que os outros slots sejam transferidos para o Galeão. Tenho certeza que o governo federal também tem interesse em solucionar essa questão e está empenhado em estudar nossas propostas. São medidas que vão aumentar a atratividade do aeroporto, e os resultados irão beneficiar o turismo e a economia do Estado — declarou Cláudio Castro.

O ministro Márcio França enfatizou que todas as esferas do poder público estão somando forças para chegar a uma solução que fortaleça o Galeão, atendendo às necessidades do Estado do Rio de Janeiro.

— Todos os esforços estão sendo feitos por nós, pelo poder público. Vamos conversar com a Changi amanhã e estudar as propostas trazidas pelo Governo do Estado e a prefeitura. A proposta não é em números, é em destinos e isso é para fazer com que o Galeão possa se fortalecer — afirmou.

Intitulado “Sistema Multiaeroportos Terminal Rio de Janeiro: Diagnóstico e Propostas”, o estudo apresentado pelo governador também propõe uma ação integrada entre o Galeão e o Santos Dumont por um Sistema Multiaeroportos. Além disso, destaca a necessidade de se respeitar a capacidade operacional do Santos Dumont (9,9 milhões de passageiros ao ano), conforme a Declaração de Capacidade S23, Infraero. Na região central da cidade, o aeroporto tem registrado movimentação acima do limite estabelecido.

Redução da capacidade do Santos Dumont

O documento entregue ao ministro propõe ainda que sejam realizados estudos técnicos para atualizar a capacidade do Santos Dumont, levando em consideração legislações ambientais e impactos de vizinhança, o que poderá reduzir os limites operacionais do aeroporto. A constituição formal do Sistema MultiAeroportos do Rio de Janeiro (SMA-Rio) é outra iniciativa sugerida no documento, além de estudos de medidas de incentivo, inclusive benefícios tributários voltados ao Galeão, adotadas nas esferas federal, estadual e municipal dentro da política de estruturação do SMA-Rio.

O prefeito Eduardo Paes, o secretário Nacional de Aviação Civil, Juliano Noman, além dos secretários de Estado Nicola Miccione (Casa Civil), Gustavo Tutuca (Turismo) e André Moura (Representação do Governo em Brasília) participaram da reunião. O deputado Pedro Paulo (PSD-RJ) e representantes da prefeitura e da União também estiveram presentes.

Representantes do Governo do Rio e da Prefeitura participaram da reunião com Márcio França

— Nossa proposta é muito concreta. Nós queremos dois destinos (no Santos Dumont): Brasília e Congonhas. E o destino Rio ter mantido o mesmo número, mas equilibrar a balança, levar mais voos para o Galeão — afirmou Eduardo Paes.

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