25 de abril de 2026
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Flávio reage à decisão de Zanin de manter Couto no governo: “Constituição se cumpre. E eleição se resolve no voto e não na canetada”

Em postagem no X (antigo Twitter),fez um apelo para que Fachin não permita que a Corte fique sob suspeita de estar atuando para beneficiar o candidato de Lula.

Após o ministro Cristiano Zanin decidir que o desembargador Ricardo Couto deve permanecer à frente do governo do estado, mesmo após a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro ter eleito Douglas Ruas para a presidência, o senador Flávio Bolsonaro fez um apelo ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, para que não permita que a Corte fique sob suspeita de atuar para beneficiar Eduardo Paes.

Em postagem no X (antigo Twitter), o pré-candidato do PL à Presidência da República indagou ao presidente do STF, Edson Fachin: “Se o governador interino, Ricardo Couto, viajar para o exterior, quem assume o governo do estado?”

Na sequência, fez um apelo para que Fachin não permita que a Corte fique sob suspeita de estar atuando para beneficiar o candidato de Lula.

“Esse modus operandi de alguns é abjeto. O Rio de Janeiro não merece isso. Constituição se cumpre. E eleição se resolve no voto, e não na canetada’, escreveu.

A decisão de Zanin

Na decisão proferida nesta sexta-feira, o ministro Cristiano Zanin entendeu que a eleição interna da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro não altera, neste momento, a linha sucessória do governo estadual. Ao analisar o caso, ele destacou a necessidade de preservar a estabilidade institucional até a deliberação definitiva sobre o formato da sucessão, mantendo o desembargador Ricardo Couto no exercício interino do cargo

A decisão de Cristiano Zanin se deu no âmbito da reclamação sobre o resultado do julgamento de Cláudio Castro, impetrada pelo PSD fluminense. Não foi em resposta à petição que a Procuradoria da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro protocolou na Ação Direta de Inconstitucionalidade sobre a lei aprovada pela Alerj com regras para a realização de eleições indiretas. Esta ação é de relatoria do ministro Luiz Fux, que ainda não se pronunciou após a manifestação da Alerj apontando o restabelecimento da linha sucessória com a eleição de Douglas Ruas para a presidência.