14 de maio de 2026
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Empresário tem 15 armas levadas em assalto no Jardim Botânico, e quadrilha que roubava mansões é alvo de operação

Agentes da 15ª DP (Gávea) prenderam seis homens suspeitos de integrar o núcleo financeiro de uma quadrilha especializada em roubos a casas de luxo na Zona Sul do Rio, principalmente no Jardim Botânico, em operação nesta quinta-feira (14).

Segundo as investigações, os presos recebiam em contas bancárias o dinheiro que as vítimas eram obrigadas a transferir durante os assaltos.

Um empresário perdeu 15 armas legalizadas em um assalto nesta quarta-feira (13), junto com relógios avaliados em mais de R$ 1 milhão. Nesse caso, um motoqueiro suspeito de atuar como apoio nas fugas dos roubos foi identificado.

Segundo a polícia, um empresário, a mulher dele e funcionários da casa ficaram rendidos por cerca de três horas. O jardineiro da residência foi levado como refém. O carro usado na fuga foi abandonado, e a vítima foi libertada na região da Leopoldina.

Além do veículo, os criminosos levaram dinheiro, celulares, relógios de luxo avaliados em mais de R$ 1 milhão e 15 armas de fogo legalizadas que pertenciam ao empresário, que é CAC.

A investigação é conduzida pela 15ª DP (Gávea), que apura uma sequência de invasões a residências de alto padrão nos bairros do Jardim Botânico e São Conrado.

Imagens de câmeras de segurança registraram uma tentativa de invasão a uma casa no Jardim Botânico, na madrugada de 9 de maio. Um homem pula o portão do imóvel enquanto outros dois descem de um carro vermelho.

Um deles também consegue entrar na casa, mas o grupo foge após a chegada de um carro de segurança particular. Segundo a polícia, um dos criminosos escapou pela mata.

Em outro caso, registrado em fevereiro deste ano em São Conrado, homens armados aparecem circulando pela cozinha e pela sala de uma casa à procura de objetos de valor.

No fim de março, a mesma quadrilha teria invadido outra residência no Jardim Botânico. Câmeras flagraram três criminosos armados dentro do closet da vítima. De acordo com a polícia, os assaltantes obrigaram a moradora a abrir o cofre e levaram joias e dinheiro.

Eles também fizeram buscas nas gavetas e forçaram a vítima a desbloquear o celular para realizar transferências bancárias.

Segundo os investigadores, o dinheiro transferido era rapidamente pulverizado em diferentes contas para dificultar o rastreamento e a recuperação dos valores.

Foi justamente a partir dessas movimentações financeiras que a polícia chegou aos seis presos na operação realizada nesta semana. Com eles, os agentes apreenderam mais de 20 cartões bancários, uma máquina de cartão e celulares.

A delegada Daniela Terra afirmou que os presos atuavam na lavagem do dinheiro obtido nos roubos.

“Os seis presos de ontem são responsáveis por lavar o dinheiro dessa organização criminosa. São laranjas que recebem os valores e depois pulverizam esse dinheiro para outras contas. Sem eles, o crime não ocorre por completo”, disse.

A polícia tenta identificar e prender os criminosos responsáveis pelas invasões às mansões. Os suspeitos aparecem em imagens de câmeras de segurança analisadas pelos investigadores.

A delegada Daniela Terra pediu que informações sobre os envolvidos sejam repassadas ao Disque Denúncia.

“A gente pede que as pessoas forneçam informações para o Disque Denúncia. É muito importante. E quem empresta a conta corrente para receber valores sem saber a procedência pode estar contribuindo para um crime hediondo”, afirmou.

A reportagem não teve acesso à defesa dos presos.

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