Em sessão ordinária, Câmara derruba vetos do Poder Executivo
O teatro é uma das mais antigas e significativas formas de expressão artística da humanidade. Ele promove reflexão crítica, estimula a imaginação, fortalece a identidade cultural e contribui para a formação cidadã. Como forma de reconhecer essa arte e estimular a criação de peças e a formação de públicos na cidade, a Câmara do Rio derrubou nesta terça-feira (18/08) o veto total do Poder Executivo ao PL 1932/2026, que declara o Grupo PIPA de Teatro como patrimônio cultural de natureza imaterial do Rio de Janeiro.
Com quase nove anos de atividade, contabilizando mais de 70 espetáculos apresentados, o Grupo PIPA teve início em 2012 a partir de encontros realizados em um curso livre no Teatro Arthur Azevedo, em Campo Grande. A partir dessas experiências, os integrantes adquiriram conhecimentos em diferentes áreas técnicas, como cenografia, figurino, iluminação e sonoplastia, inaugurando sua sede própria em 2016, na Estrada do Monteiro, destinada ao armazenamento do acervo, realização de ensaios e oferta de aulas.
O primeiro espetáculo desenvolvido pelo grupo foi Clarinha, a abelhinha, texto de Rudson Dias, que abordava a importância de cada indivíduo na sociedade e a valorização do próprio papel sem desejar ocupar o lugar do outro. A peça circulou por diversas escolas e permanece como referência simbólica na trajetória do coletivo.
Homenagens
Ainda na mesma sessão, os vereadores derrubaram o veto total do prefeito ao PL 1376/2025, que dá o nome de Praça Marcos de Souza Nunes – Marquinho PQD (1959-2025) à praça inominada situada entre as ruas Francisco Franco e Oliveira Ribeiro, em Bangu. Marquinho foi um paraquedista do Exército que se notabilizou como cantor e compositor, tendo seus sambas gravados por artistas como Zeca Pagodinho, Beth Carvalho, Jorge Aragão, Fundo de Quintal, Arlindo Cruz, Jovelina Pérola Negra, Roberto Ribeiro, Agepê, Almir Guineto, Alcione e muitos grupos de pagode na década de 1990.
Por fim, os parlamentares rejeitaram ainda o veto total ao PL 1509/2025, que dá o nome de Mathilde do Amaral (Agricultora – 1923 – 2025) à atual Rua Projetada A, em Campo Grande. Nascida na cidade do Rio de Janeiro, Mathilde dedicou grande parte de sua vida à agricultura. Mulher simples e trabalhadora, Matilde criou seus 12 filhos com coragem e determinação, contribuindo de forma significativa para o fortalecimento dos laços sociais e para o bem-estar da comunidade do Mendanha.
Com a derrubada dos vetos, os três projetos serão encaminhados para promulgação pelo presidente da Casa, quando então passarão a valer. A próxima sessão ordinária foi convocada para quarta-feira (19/08), às 14h, com transmissão ao vivo pela Rio TV Câmara nos canais 10.3 da TV aberta e no YouTube. As votações acontecem entre 15h e 17h.

