28 de abril de 2026
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Dia Mundial da Educação: alunos de baixa e alta renda de escolas públicas do Brasil têm diferença de quase 20 pontos no ENEM

Na rede Firjan SESI, essa diferença foi de apenas 0,98. Instituição teve ainda o maior aumento de pontuação do ENEM entre todas as redes pública e privada do Rio

Celebrado nesta terça-feira (28/04), o Dia Mundial da Educação remete ao sonho de uma educação que promova a ascensão e mobilidade social – oportunidade esta que vem se materializando nas escolas Firjan SESI, segundo revela uma pesquisa do Departamento Nacional do SESI com base em dados do INEP-MEC. No Rio, a variação da média dos estudantes de baixa e alta renda nas escolas públicas chega a 14,17 pontos, e a 10,98 na rede privada – 10 vezes superior aos jovens da Firjan SESI, onde essa diferença é de apenas 0,94. Na média nacional, a distância é de 18,05 pontos entre alunos de escolas públicas e 10,07 nas unidades particulares.

 

Os dados dizem respeito à média de desempenho no ENEM entre 2020 e 2024, comparando-o com as respectivas rendas familiares acima e abaixo de quatro salários-mínimos. A equidade das notas nas escolas Firjan SESI – e num patamar alto – entre jovens de diferentes realidades demonstra o chamado “Efeito Escola”, que é o impacto que uma instituição tem para diminuir distorções de desempenho entre alunos de níveis socioeconômicos antagônicos – pois, sabidamente, os de maior renda saem na frente devido às maiores oportunidades de acesso à cultura, à educação e até a uma alimentação digna. Assim, o 0,94 ponto de diferença faz do Efeito Escola da Firjan SESI não só o maior do Rio, como superior também a todos os SESIs do Brasil.

 

“Os dados mostram que o Efeito Escola das unidades Firjan SESI é maior do que o Efeito Renda, ou seja: o desempenho acima da média dos nossos alunos não é ‘turbinado’ por condições socioeconômicas, que fazem com que alunos de alta renda já saiam na frente. É a qualidade do nosso ensino e das nossas metodologias que oferecem oportunidades de forma equânime e democrática, entregando à sociedade e às indústrias futuros profissionais com uma base educacional sólida e diferenciada”, destaca o presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano.

 

A Firjan SESI Maracanã, por exemplo, registrou nota média de 618,07 pontos no ENEM de 2020 a 2024, enquanto uma escola privada do mesmo bairro, de tamanho semelhante, teve 617,6. Mas, ao analisar o perfil de renda dos estudantes, constata-se que a unidade da Firjan SESI teve um Efeito Escola maior, pois apenas 19% dos estudantes têm renda familiar superior a quatro salários-mínimos, enquanto na escola privada analisada esse percentual é de 83%.

 

Foi o caso de Nathalia de Jesus, 21 anos, que se formou na unidade Maracanã em 2022 e hoje estuda “Sistemas de Computação” na UFF – sendo a primeira e única da família a fazer ensino superior. Ela mora com a mãe em Santa Cruz, Zona Oeste do Rio, e ambas viviam com o apoio do Bolsa Família e a ajuda de parentes. Hoje trabalha numa grande empresa, reinveste na própria educação e, pela primeira vez, tem acesso a planos de saúde e odontológico. “Sempre senti que precisava correr mais atrás do que outros colegas com renda maior, por exemplo: enquanto alguns moravam a meia hora da escola, eu precisava atravessar a cidade inteira para estudar. Na Firjan SESI pude desenvolver habilidades técnicas e comportamentais em projetos diversos, como a Robótica, melhorando assim minha oratória. São coisas que levo para a vida e me ajudam até hoje a me destacar mais”.

Maior aumento de média do ENEM

A pesquisa mostra ainda que a Firjan SESI apresentou o maior aumento de pontuação médio do ENEM do país. Enquanto na rede pública foi de 535,80 pontos em 2024 (queda de 70,31 quando comparado a 2020), e na rede privada foi de 620,73 (+3,48), as escolas Firjan SESI registraram 617,97 pontos – um aumento de 58,18 com relação a 2020. A pontuação também coloca a instituição com a segunda maior média de todo o sistema SESI, atrás apenas da do SESI Minas (642,78).

 

A Firjan SESI tem também a maior diferença entre perfis de renda (41%) quando comparada às redes SESI e privada de todo o Brasil – ou seja, as unidades fluminenses têm uma maior diversidade de alunos com rendas familiares distintas, sem que isso impacte no desempenho. Segundo a pesquisa, 82% dos alunos das Escolas Firjan SESI têm renda abaixo de quatro salários-mínimos (82%), patamar maior do que a própria rede pública do Rio (77%), além da privada (42%).

 

“A despeito de termos menos Efeito Renda, as notas dos nossos alunos se equiparam e até superam a média de outras unidades privadas. E ao equipararmos o desempenho de alunos de diferentes rendas, promovemos oportunidades equânimes de ascensão e mobilidade social pela educação. Isso se deve à nossa infraestrutura, gestão escolar, equipe técnica e administrativa, material didático, capacitação de professores, metodologias diferenciadas, ensino em tempo integral com curso técnico no contraturno, grande intensidade de atividades culturais, entre outras ações”, destacou Vinícius Cardoso, diretor de Educação e Cultura da Firjan.

 

O gerente de Educação Básica da Firjan SESI, Vinícius Mano, complementa: “Comparando o desempenho por disciplina, registramos crescimentos expressivos em Redação (+115,7 pontos) e Matemática (+56,29). Este é um resultado que reflete uma prática de nossa rede, de promover o máximo em oportunidades de desenvolvimento acadêmico de nossos estudantes, dentro da carga horária comum de nossas escolas, e também nas diversas ações extraclasse, como o concurso literário ‘Rio de Letras’, o nosso programa de iniciação científica e os torneios de Robótica, por exemplo”.

 

Auxílio-financeiro para alunos

Para ajudar ainda mais na caminhada dos jovens com menor poder aquisitivo, a Firjan SESI implementou no ano passado o programa “Dever de Casa”, um auxílio-financeiro de até R$ 3 mil por aluno. O benefício é creditado na conta bancária de titularidade do próprio estudante que, para participar, deve ter a família registrada no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e no Programa Bolsa Família, além de manter frequência e notas mínimas. Cerca de 700 jovens em situação de vulnerabilidade social das escolas Firjan SESI são contemplados.

 

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