2 de julho de 2026
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CPI da tragédia de Petrópolis aprova plano de trabalho e convoca primeiras autoridades para oitivas

Colegiado irá investigar aplicação de recursos e ações adotadas após a tragédia.

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Tragédia de Petrópolis, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), aprovou, nesta quinta-feira (02/07), o plano de trabalho que vai orientar as investigações sobre a tragédia climática que atingiu o município em fevereiro de 2022. Durante a reunião, os parlamentares também deliberaram as primeiras convocações para a próxima reunião, que incluirão representantes das secretarias municipais de Meio Ambiente e Obras, tanto da atual gestão quanto da administração da época do desastre, além do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), das Defesas Civis estadual e municipal, do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio (CBMERJ) e do Conselho de Desenvolvimento de Petrópolis (Condep).

O presidente da CPI, deputado Rodrigo Amorim (União), afirmou que a prioridade do colegiado é conduzir as investigações com rapidez para que os trabalhos contribuam para evitar novas tragédias e fiscalizem a destinação dos recursos públicos enviados a Petrópolis após o desastre. “O plano de trabalho dá enfoque não só às ações de prevenção, mas, sobretudo, à aplicação dos recursos, como os R$ 30 milhões repassados pela Alerj ao município”, afirmou.

O relator da CPI, deputado Alexandre Knoploch (PL), defendeu a adoção de medidas para agilizar o acesso às informações necessárias às investigações. Segundo ele, a população de Petrópolis ainda busca respostas sobre a destinação dos recursos enviados ao município após a tragédia e teme a ocorrência de novos desastres. “O petropolitano pergunta para onde foi o dinheiro. Hoje existe o medo de que, se houver uma nova chuva com o mesmo volume, aconteça tudo de novo. Parece que ainda há muito mais perguntas do que respostas”, afirmou.

Ao defender rigor nas investigações, o deputado Alan Lopes ( PL) ressaltou a importância de responsabilizar eventuais envolvidos em irregularidades e garantir transparência durante as investigações conduzidas pela CPI. “Não podemos aceitar que, em um momento de emergência, quando casas desabam e pessoas morrem, haja representantes que façam desvios desse recurso. Temos que saber que andamento foi dado”, afirmou.