Com megaprojeto de saneamento em andamento, Conjunto de Favelas da Maré ganha novos equipamentos para monitorar qualidade da água
Tecnologia acompanha indicadores em tempo real e integra pacote de intervenções da Águas do Rio que vai beneficiar cerca de 200 mil moradores na região
Como parte de um megaprojeto de saneamento para transformar a realidade de 200 mil moradores, a Águas do Rio, concessionária da Aegea, iniciou a instalação de novos Pontos de Controle de Qualidade (PCQs) no Conjunto de Favelas da Maré. Os novos equipamentos realizam o monitoramento contínuo e em tempo real da qualidade da água e da pressão na rede de distribuição. A tecnologia reforça a segurança operacional no momento em que a empresa regulariza o abastecimento local e leva redes novas para cerca de 60 mil casas e estabelecimentos comerciais na região.
O acompanhamento ininterrupto garante que o recurso chegue às torneiras cumprindo à risca os parâmetros de potabilidade exigidos pelo Ministério da Saúde. Mensalmente, a concessionária já realiza em média 10,8 mil análises em toda a sua área de atuação para avaliar fatores como cor, turbidez, pH e cloro livre. Os resultados podem ser conferidos pelos clientes diretamente na fatura.
Para o gerente executivo da Águas do Rio, Bruno Sales, a chegada dos PCQs ao complexo de favelas representa mais um salto na dignidade e na melhoria do serviço prestado à população.
“Além de levar água para as casas, nosso compromisso é garantir que ela chegue com qualidade. Os novos Pontos de Controle de Qualidade nos permitem acompanhar o sistema de forma permanente e agir com mais rapidez sempre que necessário. É uma ferramenta importante para assegurar um abastecimento cada vez mais confiável para a comunidade”, destaca Sales.
O avanço no controle hídrico ganha um significado ainda maior na memória de quem acompanhou de perto as dificuldades enfrentadas pelas famílias antes das obras. Moradora e ex-agente de saúde local, Dona Fátima Regina lembra dos desafios sanitários que encontrava durante as visitas diárias na favela.
“A gente orientava: mãezinha, tem que ferver a água. Muitas famílias não tinham filtro em casa e eu identificava isso. Peguei criança com diarreia, dor de barriga, tudo por conta da água. Agora, todo aquele nosso trabalho se transforma em mais cuidado e proteção, com o monitoramento constante para garantir que a água chegue às torneiras própria para o consumo e tratada de verdade”, comemora.
Saneamento como motor de desenvolvimento
O avanço na distribuição e no controle da água integra um megaprojeto ambiental sem precedentes na região. Ao todo, a concessionária está investindo R$ 120 milhões na Maré, a maior intervenção de saneamento já realizada em comunidades do Rio de Janeiro. Além da água, o pacote inclui a construção de 18 km de novas redes de esgoto e a implantação de um coletor-tronco com tecnologia não destrutiva, evitando a abertura de grandes valas pelas ruas.
A megaobra contempla ainda soluções inovadoras da engenharia da Aegea, como a instalação de 1,5 mil metros de tubulações aéreas apoiadas em suportes metálicos na área de palafitas do Rio Ramos. Com a conclusão de todas as frentes no território, a saúde das famílias será beneficiada e a natureza recuperada: 1,3 bilhão de litros de esgoto deixarão de ser despejados todos os meses na Baía de Guanabara.

