25 de maio de 2026
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Caso Henry: Jairinho volta atrás e restitui defesa

Dispensa havia sido pautada na ausência de um dos advogados da equipe, que sofreu um infarto, no último sábado (23); Sessão foi retomada

O julgamento do caso Henry Borel foi retomado, nesta segunda-feira (25), depois que o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, voltou atrás e restituiu a defesa. Ele havia dispensado a equipe de advogados, menos um, que infartou no último sábado (23) e não pôde comparecer à sessão.

O sorteio dos jurados terminou por volta de 12h30. Cinco homens e duas mulheres serão responsáveis por definir o destino de Monique Medeiros, mãe do menino, e Jairinho, padrasto de Henry. 

Após a destituição, a juíza Elizabeth Machado Louro, do II Tribunal do Júri da Capital, começou a ler a decisão quando Jairinho a interrompeu e pediu para conversar com a equipe de advogados. A sessão foi pausada e, no retorno, o ex-vereador informou que seguiria com toda a defesa.

Como justificativa para a dispensa, Jairinho disse que não queria ser julgado sem a presença de Fabiano Lopes, já que o advogado é o único que tem conhecimento de outros três processos acessórios que ele responde em segredo de Justiça. Três testemunhas envolvidas nestes casos estão no tribunal nesta segunda-feira. 

O ex-vereador, então, resolveu retornar com a defesa depois que conversou com o filho, Luís Fernando Abidu, que é advogado recém-formado. Ele acredita que Luís Fernando tenha conhecimento necessário sobre estes outros três processos. 

Após o sorteio dos jurados, a juíza leu a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e determinou que algumas das testemunhas só poderão ser ouvidas na quarta-feira (27). Estão entre elas duas dos processos que correm em segredo e a babá Thayná Oliveira Ferreira.

Nesta segunda-feira, ainda serão ouvidos dois delegados, um médico jurista e um perito. No total, 27 testemunhas estão listadas no processo. O julgamento tem previsão de duração entre 5 a 10 dias.

O menino Henry Borel foi assassinado em 8 de março de 2021. Antes de ser morta, a criança estava em um apartamento com a mãe, Monique Medeiros, e o padrasto, o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho.