Campos: Auriculoterapia é oferecida na UBSF Quilombo em ação da Atenção Primária e do PAAQ
A expectativa é que o acompanhamento das pacientes aconteça mensalmente até dezembro, fortalecendo o vínculo com o território e garantindo a continuidade do cuidado
A Prefeitura de Campos, por meio da Atenção Primária à Saúde, vinculada à Secretaria Municipal de Saúde, realizouna última sexta-feira (10), em parceria com o Programa de Assistência aos Assentamentos, Quilombolas e Comunidades Tradicionais (PAAQ), a primeira ação de auriculoterapia para pacientes da Unidade Básica de Saúde da Família (UBSF) Quilombo. A iniciativa amplia a oferta de cuidado integral à população quilombola de Lagoa Feia, utilizando uma prática complementar voltada à promoção da saúde e da qualidade de vida.
A ação marca o início da oferta da auriculoterapia na unidade após a capacitação de médicos e enfermeiros das Unidades Básicas de Saúde da Família, primeira etapa da implantação da prática na rede municipal. A expectativa é que o acompanhamento das pacientes aconteça mensalmente até dezembro, fortalecendo o vínculo com o território e garantindo a continuidade do cuidado.
A auriculoterapia é uma das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) e consiste na estimulação de pontos específicos da orelha para auxiliar no tratamento e alívio de diferentes condições de saúde. A técnica pode contribuir no cuidado de doenças crônicas e de sintomas relacionados à ansiedade, depressão, diabetes, fibromialgia, além de transtornos comportamentais, como vícios e tabagismo.
As pacientes aprovaram a iniciativa. Moradora do Quilombo de Lagoa Feia, Denise do Rozário destacou o acolhimento recebido durante o atendimento.
“Tenho fibromialgia e gostei muito do procedimento. Pessoas muito educadas, desde o começo do atendimento até o procedimento. Tudo muito bom. E a gente espera voltar.”
Também moradora da comunidade, Claudia do Rozário ressaltou a importância da chegada de novos serviços ao território.
“Gostei muito do atendimento. Somos quilombolas e, às vezes, somos deixados para trás. Mas o pessoal do PAAQ está sempre trazendo uma coisa nova para nós. É uma equipe muito boa. Só temos a agradecer.”
A coordenadora do PAAQ, Esthefany Francisco, destacou que a ação reforça o compromisso com uma assistência que considera as necessidades específicas do território.
“Estamos aqui trazendo o PAAQ e as Práticas Integrativas e Complementares para pensar essa saúde integral, considerando o território, as realidades e uma assistência que vai além do uso de medicamentos e da questão clínica. Agora vamos fazer o acompanhamento até dezembro, com uma visita mensal ao território para atender essas mesmas mulheres. Hoje atendemos 24 pacientes e, na próxima semana, retornaremos para atender mais mulheres da comunidade.”
O coordenador das PICS, Yury Novarino, ressaltou a importância da iniciativa, que contou com o apoio de alunos de pós-graduação em acupuntura, para ampliar o acesso das mulheres quilombolas às práticas integrativas.
“Estamos aqui hoje na UBSF Quilombo proporcionando às usuárias do SUS a utilização da auriculoterapia como prática integrativa, especificamente para as mulheres negras do quilombo. Foi uma manhã fantástica, com muitos relatos positivos e a aplicação da técnica como parte de uma abordagem integral da saúde. Foi uma ação muito produtiva.”

