27 de outubro de 2026
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Câmara derruba vetos e garante reconhecimento cultural e turístico a espaços do Rio

A Câmara do Rio derrubou, nesta terça-feira (27/10), três vetos do Poder Executivo a projetos que valorizam referências culturais, espaços de convivência e iniciativas ligadas à identidade de diferentes regiões da cidade. Com a decisão do plenário, as propostas seguirão para promulgação pelo presidente da Casa, vereador Carlo Caiado (PSD).

Entre os vetos rejeitados está o do PL 1676-A/2025, dos vereadores Rick Azevedo (PSOL) e Monica Benicio (PSOL), que declara a Rua do Senado, no Centro, patrimônio cultural de natureza imaterial do Município. O reconhecimento inclui as práticas e tradições desenvolvidas no local, que reúne história, gastronomia, música e atividades culturais. Em 2025, a via ganhou projeção internacional ao ser apontada pela revista britânica Time Out como a rua mais “cool” do mundo.

Também será promulgado o PL 3729/2024, da vereadora Tainá de Paula (PT), que reconhece como patrimônio imaterial da cidade a Roda de Samba Galo de Rua, realizada pelo grupo Galocantô na Praça Edson Cortes, na Glória. A iniciativa busca preservar uma manifestação que reúne sambistas, moradores e visitantes e reforça o papel do samba como elemento da identidade cultural carioca.

O terceiro veto derrubado se refere ao PL 2056/2026, do vereador Rodrigo Vizeu (MDB), que inclui a lanchonete Meninas Lanches, na Praça Seca, no Guia Oficial e no Roteiro Turístico e Cultural do Município. A proposta reconhece o estabelecimento como referência gastronômica e de convivência no bairro, além de destacar o protagonismo feminino e o empreendedorismo local.

Com a rejeição dos vetos, a Câmara restabelece integralmente os textos aprovados anteriormente pelos vereadores. Após a promulgação, as três medidas passarão a integrar a legislação municipal, ampliando o reconhecimento de manifestações culturais, espaços de memória e iniciativas que ajudam a construir a identidade dos bairros cariocas.

 

Orçamento

Os vereadores analisaram também o PL 2679/2026, que estima as receitas orçamentárias para 2027. Segundo a proposta enviada pelo Poder Executivo, a expectativa é de arrecadar R$ 55,218 bilhões, sendo R$ 41,299 bilhões referentes ao Orçamento Fiscal e R$ 13,919 bilhões ao Orçamento da Seguridade Social.

Para investimentos, a proposta reserva R$ 5,266 bilhões, sendo R$ 272,6 milhões para Educação, R$ 83,49 milhões para saúde e R$ 33,24 milhões para segurança pública. Investimentos em urbanismo e transportes estão estimados em R$ 2,253 bi e R$ 1.085 bi, respectivamente. A matéria voltará à pauta em 1ª discussão e 2ª sessão.

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