Brigada Florestal Voluntária realiza ações preventivas para evitar incêndios florestais em Nova Iguaçu
Com a chegada do período de estiagem, a Prefeitura de Nova Iguaçu intensificou as ações preventivas para reduzir o risco de incêndios florestais no município. Nesta sexta-feira (17), a Brigada Florestal Voluntária promoveu um mutirão de queima controlada em um trecho do Morro do Cruzeiro, ampliando a faixa de proteção da vegetação e de áreas próximas a residências.
Os mutirões têm sido realizados desde abril e vêm sendo reforçados durante o inverno, período mais propício à ocorrências de incêndios florestais. Na ação desta sexta-feira, os brigadistas utilizaram a técnica conhecida como queima de retrocesso, realizada contra a direção do vento e acompanhada de forma permanente para impedir que as chamas saiam do controle.
“Em um primeiro momento, toda a área delimitada para ser queimada é roçada. Agora, na segunda etapa, nós queimamos o capim, já seco, que é o combustível do fogo. Este material é queimado em pontos estratégicos para, em caso de um incêndio florestal, impedir o avanço das chamas em direção às residências próximas”, explica o guarda municipal ambiental Carlos Januzzi.
Januzzi também coordena o curso de formação da Brigada Florestal Voluntária, programa da Prefeitura de Nova Iguaçu que já capacitou mais de 200 pessoas para atuar na prevenção e no combate aos incêndios florestais. O grupo é formado por servidores municipais e moradores da própria região, que atuam de forma voluntária na proteção das áreas verdes.
Um dos integrantes da brigada é Roberto Guimarães, servidor da Defesa Civil. Para ele, combater os incêndios é também preservar a fauna e a flora do município.
“Eu lembro que havia dois ninhos de pássaros nesta árvore, que agora está queimada. Esta é uma das consequências do incêndio florestal, a destruição da flora e da fauna. Não provoque incêndios florestais. Esta prática é um crime”, alerta.
Município tem a maior redução de incêndios florestais em sete anos
Dados da Plataforma MAPBiomas, referência acadêmica e científica em análises geoespaciais, mostram que os incêndios florestais ocorridos ao longo de 2025 destruíram 255 hectares em áreas verdes. O número é 4,5 vezes menor em relação ao ano anterior, quando foram registrados 1.162 hectares queimados. Com isso, a redução foi de 78%, a maior desde 2019, quando a plataforma iniciou as observações.
Para que se tenha uma ideia, este quantitativo de apenas um mês só não é superior ao total acumulado ao longo de 2024, quando foram registrados 1.162 hectares queimados, e 2023, com 668. Com 409 hectares incendiados, julho de 2023 também se destaca entre os mais destrutivos, superando o acumulado do ano de 2021, com 278 hectares, de 2025 (255), 2022 (231), 2019 (181) e 2020 (156).
A última ação de combate ocorreu na noite desta quinta-feira (16), quando um incêndio florestal foi detectado na Serra do Vulcão, na altura dos bairros Jardim Alvorada e Danon. Equipados com uniformes adequados para suportar o calor das chamas e com abafadores e bombas costais, servidores e voluntários uniram forças e extinguiram o fogo por volta das 21h20, evitando que o incêndio atingisse residências próximas. Nos meses de junho e julho, a Brigada Florestal Voluntária foi acionada pelo menos quatro vezes para atuar em ações de combate.
A Prefeitura de Nova Iguaçu também segue investindo na formação de novos voluntários. Na próxima terça-feira, terá início uma nova turma do curso de formação da Brigada Florestal Voluntária, promovido em parceria entre as secretarias municipais de Defesa Civil e de Agricultura e Meio Ambiente, por meio da Guarda Municipal Ambiental. Mais 20 participantes serão capacitados para reforçar as ações de prevenção e combate aos incêndios florestais no município.

