Auxílio-alimentação: proposta do governo traz ganho de renda de mais de 4,5% para 200 mil servidores

O Governo Federal segue empreendendo esforços para a recomposição dos rendimentos dos servidores públicos federais. Uma das alternativas para garantir aumento ainda em 2024 é o reajuste nos valores de benefícios e auxílios pagos aos funcionários públicos sendo o principal deles, o auxílio-alimentação com mais de 50% de aumento. Apenas o aumento do auxílio-alimentação resultaria em ganho de renda de mais de 4,5% para mais de 200 mil servidores ativos – que são os que ganham até R$ 9 mil mensais.

A proposta foi anunciada pela ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, na manhã desta quinta-feira (11/4), ao participar do programa “Bom Dia, Ministra”, da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC).

A ministra da Gestão lembrou que o governo chegou a propor novos reajustes de 4,5% em 2025 e de outros 4,5% em 2026 que, somados aos 9% já concedidos, representariam recomposição salarial de 19% (o que ficaria acima da inflação projetada para o período). A oferta dos dois reajustes de 4,5% para os próximos anos foi rejeitada pelos servidores e, diante disso, o governo buscou alternativas para promover o aumento dos rendimentos dos funcionários públicos.

E m reunião extraordinária da Mesa Nacional de Negociação Permanente, realizada na quarta-feira (10/4), o Ministério da Gestão reforçou a proposta de elevar o valor o auxílio-alimentação de R$ 658,00 para R$ 1 mil, além de reajustar em 51% os valores do auxílio-creche e da assistência à saúde complementar per capita média (“auxílio-saúde”), de forma linear, a todos os mais de 490 mil servidores ativos .

O governo também se comprometeu a implantar até julho todas as mesas específicas de carreiras que ainda não foram abertas no âmbito da Mesa Nacional de Negociação Permanente. Atualmente são 18 mesas de negociações específicas abertas. Dez mesas já chegaram a acordos e oito estão em andamento.

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