13 de julho de 2024

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Anderson Silva se emociona após despedida do Brasil: “É tão mágico”

Quando Anderson Silva se sentou com a reportagem da Globo para falar de sua última luta no Brasil, já passava das 2h da manhã de domingo. Sua luta de exibição contra Chael Sonnen já tinha se encerrado havia mais de uma hora, e o lutador paulista estava de banho tomado e trajado em vestuário black tie impecável. Contudo, toda a emoção daquela noite de Spaten Fight Night ainda estava vivíssima para o ex-campeão do UFC e Cage Rage.

– É tão gratificante poder estar podendo realizar um sonho de lutar no mesmo card de meu filho, poder dar essa alegria pros meus fãs e ter a oportunidade de continuar fazendo isso, ainda que seja uma coisa secundária na minha vida. Fazer com amor. É tão mágico pra mim, sabia? Estou tão feliz, tão contente… – afirmou o “Spider”, visivelmente comovido, em seu vestiário.

Ainda que Anderson tenha deixado claro que ainda deve fazer mais lutas de despedida em outros cantos do mundo, ali se fechava um ciclo de mais de 40 anos dedicados às artes marciais. Na mesma cidade em que nasceu e começou a praticar boxe, antes de se mudar para Curitiba e eventualmente ganhar o mundo lutando muay thai e MMA, o ídolo nacional fazia uma luta de boxe novamente, desta vez observado por algumas das personalidades mais influentes do país.

No ringue, era como se o “Spider”, apelidado devido à sua paixão pelo Homem-Aranha, estivesse sozinho, revivendo sonhos que tinha quando ninguém estava o assistindo.

– É muito bom, não sei como explicar… Eu estou tentando me segurar aqui. Lá em cima é o único lugar que eu consigo voltar à minha infância, sabe. Sem julgamento, sem nada. É o único lugar que eu volto pras memórias do passado, da minha infância, de coisas boas que eu vivi sem ter julgamento de ninguém. É super emocionante, até estou tentando me segurar aqui, mas… Foi bom, foi legal.

Brincar como criança, porém, é um privilégio para poucos. Quando se trata de uma brincadeira de luta, costuma ser restrita a homens mais jovens; os mais velhos têm menos tempo para isto, entre tantos compromissos de trabalho. Anderson está bem ciente disso e já trata o boxe como um “hobby” que ele ainda pode desfrutar, mas que terá de esperar enquanto o “Spider” cuida de seus outros empreendimentos.

– Eu preciso voltar para o meu trabalho, porque agora a luta, ainda que eu ame, é um hobby, é uma coisa secundária na minha vida. Eu tenho uma produtora, minhas academias, os projetos de filmes que a gente está realizando. Eu tenho muita coisa pra cuidar, e graças a Deus eu montei uma equipe muito boa, uma equipe incrível que está cuidando disso, mas eu preciso voltar, senão eu vou ser mandado embora. Aí eu vou ter que voltar a lutar de verdade (risos).

 

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