Agências bancárias em Angra dos Reis são autuados por demora no atendimento e serviço inoperante
A Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (SEDCON) e o Procon do Estado do Rio de Janeiro (PROCON-RJ) realizaram, nesta sexta-feira (08/05), uma operação de fiscalização em quatro agências bancárias no município de Angra dos Reis, na Costa Verde. A ação resultou na autuação de três unidades por falhas na prestação do serviço, como demora excessiva no atendimento, superlotação e interrupção do funcionamento dos caixas presenciais.
Em uma das agências vistoriadas, os fiscais encontraram cerca de 35 consumidores aguardando do lado de fora da unidade, antes mesmo da porta giratória, entre eles idosos e pessoas com direito ao atendimento prioritário. A entrada havia sido interrompida porque o interior do banco estava lotado. No local, apenas um funcionário auxiliava os clientes na área dos caixas eletrônicos, quantidade considerada insuficiente diante da demanda.
Na fila de triagem, 18 pessoas ainda aguardavam para retirada de senha. Segundo relatos de consumidores, antes mesmo de receber a senha, a espera chegava a aproximadamente uma hora. Os fiscais também verificaram tempo de espera superior a 40 minutos nos caixas presenciais.
Em outra unidade, a equipe constatou que o sistema dos guichês de caixas presenciais estava inoperante. Um aviso na máquina de retirada de senhas informava que o serviço estava temporariamente suspenso, impedindo o atendimento de consumidores que procuravam a agência para resolver demandas presenciais.
No terceiro estabelecimento bancário, os fiscais verificaram que o tempo de espera, inclusive para atendimento prioritário, ultrapassava duas horas, excedendo o limite previsto na legislação. Entre os consumidores que aguardavam atendimento estavam idosos e pessoas com prioridade legal. Durante o ato fiscalizatório, clientes ainda permaneciam nas filas da unidade aguardando atendimento. Uma quarta agência também foi fiscalizada, mas não apresentou irregularidades.
Para Rogério Pimenta, secretário de Estado de Defesa do Consumidor, os problemas encontrados demonstram desrespeito aos consumidores e exigem resposta firme dos órgãos de fiscalização
— O consumidor não pode ser submetido a filas abusivas, superlotação ou interrupção de serviços essenciais. Muitas pessoas dependem do atendimento bancário presencial para resolver questões básicas do dia a dia, e esse serviço precisa ser garantido com dignidade, eficiência e respeito. A SEDCON e o PROCON-RJ seguirão atuando para coibir esse tipo de prática e proteger os direitos da população — afirmou o secretário.

