‘A bala entrou e saiu acima do coração. Minha mãe nasceu de novo’, diz filha de ferida após tiros em blitz da PRF

“Foi um livramento e Deus. A minha mãe nasceu de novo. Por sorte a bala entrou e saiu”.

É assim que define Patrícia Silva dos Santos, filha da dona de casa Cláudia Maria da Silva Santos, de 54 anos, uma das duas mulheres baleadas durante uma abordagem de agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) a um veículo na noite de sábado (17) na BR-040. No incidente, a universitária Anna Caroline Nascimento Silva, de 23, acabou morrendo.

O policial rodoviário federal preso após a morte de Anne Caroline foi solto neste domingo (18) ao passar pela audiência de custódia na Justiça Federal. O nome dele não foi divulgado.

Segundo Patrícia, a mãe e o padrasto voltavam de um evento na igreja onde eles frequentam.

“A minha mãe estava voltando de uma festa da igreja em Duque de Caxias. Quando eles subiam o viaduto para acessar a Linha Vermelha, saindo da Washington Luís, escutaram tiros. Um desses tiros acertou o carro em que a minha mãe estava”, relatou Patrícia.

“O disparo atravessou a mala, o banco do passageiro e acertou onde ela estava e atravessou o corpo dela. Por sorte, não acertou nenhum órgão vital. Acertou acima do coração. Foi um livramento de Deus. A minha mãe nasceu de novo. A bala entrou e saiu”.

Ao Bom Dia Rio, José Vitório, marido de Cláudia Maria, disse ter escutado os tiros. “Nós passamos ali no meio e fomos alvejados com um tiro que furou a lataria do carro de trás para frente e transpassou o peito da minha esposa”, descreveu.

“Sorte que tinha uma ambulância passando no momento em alta velocidade, porque já estava com um paciente dentro, mas mesmo assim levou a minha Claudia pro hospital”, lembrou José.

“O médico disse que ela se salvou por um milagre, por pouco não atingiu o coração dela”, destacou.

Dino fala sobre incidente

Em uma agenda no Rio de Janeiro nesta segunda-feira, o ministro da Justiça, Flávio Dino, comentou o incidente com a PRF.

“Eu posso afirmar como política geral que o superintendente do Rio de Janeiro está ciente de que o uso da força é legítimo de acordo com a violência, quando é desproporcional, o uso da força não é legítimo. Pedi que reforcem essa orientação”, disse.

Universitária morreu

episódio foi por volta das 22h de sábado (17) na pista sentido Rio de Janeiro da BR-040, na altura da alça de acesso para a Linha Vermelha, no limite de Duque de Caxias. Após ser baleada, Anne foi levada para o Hospital Getúlio Vargas, na Penha, mas não resistiu e morreu. Ela era estudante de enfermagem e trabalhava vendendo celulares.

 

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