Fake news eleitoral: como identificar e denunciar mensagens falsas
Aproximação da data do segundo turno das eleições gerais costuma gerar aumento de boatos e informações falsas sobre a votação
O segundo turno das eleições gerais acontecerá no próximo domingo (25). Com a aproximação da data que elegerá o presidente da República, é natural que conversas sobre o processo eleitoral ganhem destaque em aplicativos de mensagens, em grupos de famílias e entre amigos. Junto com isso, há chance do surgimento de uma série de boatos e informações falsas sobre o assunto. Mas, afinal, como saber se uma notícia que circula na internet é verdadeira?
O combate à desinformação é um tema prioritário para a Justiça Eleitoral. Desde 16 de agosto, quando deu início o período da propaganda eleitoral nas ruas e na web para o primeiro turno, o Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (Siade), do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), recebeu mais de 16 mil denúncias. Desse total, 3,7 mil foram registradas até 4 de outubro, data do primeiro pleito. O volume triplicou no período de uma semana após o primeiro turno.
Nos registros de 16 de agosto a 4 de outubro, os destaques foram para relatos de desinformação que atingem a Justiça Eleitoral (1.611) e de conteúdos falsos destinados a impedir ou desestimular o voto (1.174).
Diante disso, algumas estratégias podem ser usadas pela população para identificar notícias falsas e para reconhecer conteúdos enganosos. O primeiro passo é ficar atento à fonte da notícia. É importante também conferir se a informação foi publicada por outros veículos, ler a notícia completa (não basta apenas o título) e buscar informações sobre o site que publicou o conteúdo.
Sinais de adulteração podem ser facilmente encontrados, como erros de ortografia, uma data incompatível com os fatos e um endereço eletrônico suspeito. Tais elementos podem ser provas de que a informação recebida não é confiável.
O TSE orienta que os eleitores se preocupem, principalmente, com o conteúdo de sites sensacionalistas, que são aqueles que utilizam manchetes exageradas, apelativas ou chocantes apenas para atrair cliques.

