Falso pastor que usava truque químico para dar golpe em idosos é preso
Um falso pastor que usava truques químicos para aplicar golpes contra idosos foi preso em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos, nesta quinta-feira (1º). De acordo com a Polícia Civil, o homem era foragido da Justiça da Bahia por crimes semelhantes.
O falso pastor foi localizado por agentes da 125ª DP (São Pedro da Aldeia) na Rodovia Márcio Corrêa. As investigações apontaram que as vítimas eram abordadas pelo comparsa do suspeito, preferencialmente nos períodos de pagamento de proventos e aposentadorias, e eram levadas até ele, que se apresentava como conselheiro espiritual.
Durante a simulação de orações, o falso pastor pedia para os idosos cuspir em um papel previamente preparado com permanganato de potássio, substância química que avermelha em contato com a saliva. Neste momento, ele convencia a vítima de que ela estava sob alguma maldição.
Após isso, ele aproveitava da vulnerabilidade pelo truque e solicitava o dinheiro arrecadado no saque sob o pretexto de abençoar os valores, que eram inseridos em um envelope e trocado por outro idêntico recheado com bilhetes de loteria velhos. As vítimas eram orientadas a abrir o pacote apenas uma semana depois, garantindo a fuga dos suspeitos.
Segundo a polícia, o golpista possui histórico criminal por estelionato desde 2001 e era foragido da Justiça da Bahia desde 2016, quando foi abordado com R$ 1.400 sem comprovação de origem e com frascos do reagente químico utilizado nas fraudes.
MPRJ denuncia homem por matar a mãe
Na última quarta-feira (30), o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou Leonardo Barbosa de Souza Junior por matar a própria mãe, Verônica Coutinho Barbosa, em Maricá, na Região Metropolitana. O acusado ainda tentou simular uma morte acidental ao jogar o corpo da vítima na piscina de casa.
O crime aconteceu na madrugada do dia 12 de setembro, na residência da família, no bairro Mumbuca. De acordo com as investigações, Leonardo impediu a mãe de sair de casa e, em seguida, asfixiou o pescoço dela com as próprias mãos. O neto da vítima teria ouvido os pedidos de socorro, mas seguiu no quarto, porque estava com medo do denunciado.
As apurações identificaram que, após a morte, o homem colocou o corpo da mãe na piscina do imóvel para simular um afogamento. Durante a manhã, retirou o cadáver da água com a ajuda do filho.
A versão da morte acidental foi desmentida pelos exames periciais realizados pela Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG), que constataram lesões no rosto, no tórax e no pescoço, além de fratura no osso hióide e outros sinais compatíveis com morte por asfixia mecânica.

